Aos 3 é de vez #9

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

 No dia 6 de Junho, quando entrei de férias, decidi que chegava de preguiça e desculpas com o tempo e como este me tirava a vontade de ler. Desde pequena que consumo livros e me perco nas palavras que saltitam e dançam por entre páginas e páginas. Porém, este ano, o 2º de faculdade, eu simplesmente desisti dos livros... tinha sempre um na mesinha de cabeceira, mas não conseguia focar-me na sua leitura por mais de três minutos. Não me sentia assim tão bem com isto. Afinal, sentia um certo vazio cultural que estava a ser complicado preencher com a visualização de filmes, mesmo que históricos e verídicos.
 Assim, pus as desculpas de lado, sendo que o resultado de setenta e oito dias foi a leitura de mais ou menos 10 livro. Tendo em conta que não lia nada há 7 meses, sinto-me bastante feliz. Afinal, a leitura destes livros não foi apenas por obrigação... acabava um e já queria consumir outro, foi uma leitura natural e muito à Joana. A verdade é que não há nada como uma tarde na praia de leituras, uma tarde chuvosa numa esplanada com a companhia de um livro, o comprido mais natural de todos para adormecer: uma dose de palavras pensadas e aliciantes.
 Trago-vos, então, três dos livros que li este verão e que já me marcaram:
A minha citação favorita!

Livro de elogios, por favor!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

 Sejamos sinceros... quantas vezes não vamos a uma loja e somos atendidos de forma fria, não respondem às nossas necessidades e ainda conseguem ser inconvenientes ao dirigir-se a nós e ao nosso «problema»? Mais ainda: quantas dessas vezes não ficamos com vontade de pegar no livro de reclamações e escrever o quão desagradados ficamos nesse dia e com esse tratamento em específico?
 Compreendo perfeitamente a necessidade de um Livro Vermelho, onde expressamos a frustração e desapontamento que sentimos, afinal, se uma loja/um espaço tiver mesmo interesse em ser o melhor possível, vai, certamente, atentar às palavras escritas e tentar convertê-las em actos que possam criar um ambiente harmonioso e livre de problemas e reacções desagradáveis.
 Todavia, há sempre nesta situação algo que me incomoda...

Amarelinha #6

sábado, 5 de agosto de 2017

 Descritos os dois primeiros dias da aventura deste Verão, não vos podia deixar sem saber como foram os 2 últimos. Por isso, vos escrevo. Acordem comigo, em Porto Côvo, com um nascer-do-sol que nos deixa sem sabermos respirar, e viajemos...
O acordar na tenda.
 Tendo em conta que acordo sempre primeiro que as galinhas, voltei a adormecer, para acompanhar a rotina dos meus primos. Começámos a arrumar às nove e despedimo-nos de um sítio belo e simples, partindo para Odemira, onde montámos o nosso estaminé no Parque de Campismo de São Miguel, que nos surpreendeu pela qualidade higiénica e pelo espaço cheio de sombras e calma. Foi o parque mais caro da viagem, mas não tenho razão de queixa, aliás, as casas de banho tinham papel higiénico - acreditem, isto é inédito!!!
Amarelo torrado... eu ou a parede?

 Eram 11h30 quando estacionámos o carro na Vila de Odeceixe, bem pequenina, quente e peculiar. Todas as casas tinham uma cor que as caracterizava e embelezava, até havia uma com friso amarelo torrado que aqueceu o meu coração. Andámos sem horários absorvendo cada detalhe, canto e pessoa - não havia assim tantas -, parámos para comer qualquer coisa leve e partimos para a praia de Odeceixe. Presenteados com uma descida bem íngreme, suspeitámos que não nos ia agradar... estávamos enganados. Uma mistura de mar e rio, um areal quase branco, famílias sorridentes e numerosas, bolas de praia a voar de mãos em mãos, cinco nadadores salvadores bem atentos e preocupados, ondas calmas, porém, energéticas.
Sim, já eram nove horas.
 Completamente rendidos aos encantos desta praia, ficámos surpreendidos quando vimos 21h nos ecrãs. Despedimo-nos depois de subirmos aquilo que pensámos ser a maior rampa da nossa viagem e encerrámos o nosso dia na Taberna do Gabão, onde não fomos tão bem atendidos quanto desejávamos, mas, onde comi a 2ª vez uma pratada de sardinhas.
A vila era mesmo bonita!
 Exaustos, adormecemos assim que nos vimos dentro dos sacos cama. Acordámos no dia seguinte, tristes por ser o último, mas ansiosos para o que nos aguardava. Desfizemos a tenda, pusemos tudo na mala do carro, a minha Amarelinha continuava organizada, ao contrário da Vermelha da minha prima que mais parecia um campo de batalha, e partimos para a Praia de Arrifana.
Areia, quase branca, molhada.
 Como nos perdemos ligeiramente pelo centro de Aljezur - nome este que ainda não consigo pronunciar -, ainda pudemos visitar o Castelo de Aljezur, que contém placas com a história e cujas ruínas valem a pena serem pisadas.
O final da rampa em Arrifana.
 Assim que estacionámos, deparámo-nos com a verdadeira rampa, dividida em quatro... talvez quisessem atenuar o quão aquilo descia. Chegados lá abaixo, acomodámo-nos nas toalhas e demos os mergulhos mais saudosos que posso imaginar. Uma, duas, três, quatro idas ao mar, 2 sonecas e 40 minutos de leitura depois, estava na hora de partir.
Guardanapos amarelos e detalhes do último café!
 Com a minha prima prestes a ceder 1€ a um carrinho para a levar até ao topo, subimos as 4 rampas e olhámos para o horizonte em jeito de despedida. Estávamos a vir embora quando avistámos o restaurante onde comi a 3ª e melhor pratada de sardinhas: Brisamar, super bem recebidos, uma vista privilegiada e com guardanapos amarelos, poderia eu pedir melhor?
Mais detalhes.
 A viagem de regresso para o Norte poderia ter sido toda feita pela auto-estrada... não fazia sentido para nós. Até Comporta, permitimo-nos ir pela nacional, apreciando todos os recantos que não visitáramos: Vila Nova de Milfontes, Zambujeira do Mar, etc. Além disso, pudemos passar por terras com nomes que nos deixavam a rir durante algum tempo. Sendo que o importante é pôr Pouca Farinha na coisa, o lema é traz o principal e Deixa o Resto e quase que conversávamos com a Maria Vinagre e seu vizinho João Roupeiro.
 Não sei ainda como descrever esta viagem de forma a transmitir a plenitude de que fui alvo e a companhia que já não sentia há anos. Fazê-lo com os meus primos foi um prémio e tenho a sensação que pretendemos repetir esta experiência.
 Espero, honestamente, que tal descrição vos incentive e que dê azo a histórias únicas e pessoais.
Cara de alguém mesmo feliz!

A amizade é um dom e as despedidas uma treta!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

 É impossível ficar indiferente à despedida entre amigos... Quando era pequena, olhava para as pessoas à minha volta e questionava-me como aguentavam dizer até já sem prazo de validade, acenar com esperança de uma retribuição, um último abraço com esperança de mais aconchegos no futuro.
 «Mãe, tenho mesmo de me despedir? Mas não vai ser a última vez que vamos vê-los, pois não?»
 Consigo entender a necessidade de cumprimentar as pessoas sempre que estamos com elas e o encontro termina, afinal, não sabemos o que acontecerá no segundo a seguir e transformamo-nos, neste ritual, um pouco mais receptivos à personalidade do outro. Compreendo que seja uma tradição de gerações e gerações, tendo já passado pelos mais diversos feitios: vénias, acenos, tirar do chapéu, piscar de olhos... Percebo a despedida quando sabemos que é temporária e, mesmo assim, não capto a ideia na sua totalidade.