Onde está a Alforreca? Cucu, está aqui!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

 Desculpem, desapareci, mas férias são férias e tenho andado a aproveitá-las ao máximo com a minha mãe, o meu pai, mas principalmente com a minha irmã.
 Fui para casa dos meus primos três dias e acho que posso dizer que cada vez gostam mais de mim e me mimam mais, e cada vez gosto mais deles, mesmo. Contudo, não é a mesma coisa que estar com a minha irmã. Não lhe digo isso muitas vezes, mas ainda bem que, para já, ela é a pessoa com quem passo mais tempo: é uma chata, melga e mimada, mesmo assim, é a minha chata, a minha melga, a minha mimada.
 E como o Natal e o Ano Novo são épocas para estarmos com as pessoas que mais gostamos estou a aproveitar ao máximo com a minha irmã. Quem sabe se para o ano a programação não vai ser completamente diferente devido à minha iniciação na Universidade: Melhor aproveitar enquanto posso.
 Desejo a todos um feliz ano novo com os que mais amam e com a comida e diversões que mais gostam.

Mudança.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014


Era mesmo disto que precisava, uma mudança, ao longo do tempo fui fazendo algumas, na minha maneira de vestir, escrever, falar, no meu quarto, mas faltava-me um rematezito.
O CABELO Joana, como não te lembraste antes? E agora já está. Ao sol fica vermelho, os reflexos que me fizeram re-apaixonar pelo meu cabelo. Além de ter cortado uma boa dose de pontas espigadas.
Agora sim, sinto que já tenho muito a meu favor para me sentir bem com o que sou e com o que me estou a tornar. Obrigada por toda a ajuda, mesmo que seja só lendo o que escrevo.

A recompensa!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

 Que cansativo este primeiro período! Disseram-me tantas vezes que não o aguentaria que me obriguei a dar o máximo de mim. Houve dias em que pensei que não conseguiria mais, houve dias em que me apeteceu desistir de todas as disciplinas, houve dias em que não acreditei em mim. De qualquer forma, no sub consciente sabia que não podia parar de lutar e lutei. As minhas notas foram tão fantásticas o período todo que nem sei se vou conseguir superá-las no segundo. Malgrado o cansaço, não parei de tentar mais e melhor a cada dia que passava. Na verdade, há momentos em que nem acredito que estes resultados foram meus. O 12º ano está a ser bom. Sim tenho discussões com os meus pais, sim posso ter sido desapontada por algumas pessoas, sim muitas vezes não me senti bem, porém todo o sofrimento e hard work valeu a pena, sem dúvida. Hoje estou feliz,... amanhã posso já estar meia em baixo, contudo hoje ninguém pára a minha caixinha de felicidade!

Um filme e uma reflexão!

sábado, 6 de dezembro de 2014

 Sou rapariga de filmes de acção, preferencialmente, mas gosto muito de ver este tipo de filmes, entretém bem e fazem-nos reflectir bem como ver do que outras vidas possam ser feitas de.
 Na verdade, aquilo que se passa neste filme, retrata algo que me consome muito os pensamentos: Se eu estivesse num estado crítico, fosse ele qual fosse, escolheria eu a vida ou preferiria morrer? Em que medida é que sabemos se a nossa vida vale a pena ou se é completamente infundada? Sabem aquele desejo de desistir de tudo? Seria ele maior que a vontade desesperada de viver durante um estado de completa decadência?
 Estas são perguntas que eu faço. Assim como eu as faço, a minha mãe fazia-as de outro prisma... Se eu tivesse continuado na má vida de restringir tudo até à última migalha, será que eu teria forças para usar no caso de, perto da morte, querer viver? Como só me apercebi agora que a minha querida mãe se sentia assim? Que egoísta fui eu!

Aconselho o filme.

The poorness and the lack of will

domingo, 30 de novembro de 2014


 Hoje o post vai ser em Inglês, pois constitui um pedaço do meu trabalho para esta disciplina sobre a Declaração universal dos direitos humanos! Foi talvez dos trabalhos mais interessantes que já fiz. Só lê quem tiver paciência. Antes disso deixo-vos novidades e um estado de alma: Encontro-me profundamente desiludida comigo mesma depois das cruéis palavras que disse à minha mãe. Já não me sentia assim há muito tempo, e hoje ela recorreu ao silêncio, o pior castigo que já me deram, esta doença afetou-me, a mim e à minha maneira de ser... e magoei-a, sei que sim, e isso é o que dói mais. Estou extremamente arrependida e não sei quando tempo vai passar até receber o perdão que anseio por!
 Chega de tristeza! Deixo-vos o meu trabalho cheio de opiniões:


    The Universal Declaration of Human Rights was written, not to be followed, but to be disrespected! It was supposed to be applied worldwide. However, fewer and fewer people who actually stick to its content. And I’m not even talk about countries, because it was everyone duty to fulfil what is mentioned in this declaration.
    Furthermore, we, as society, should all help the people that live in miserable conditions and also give a hand to those who are victims of human rights violation. Yet, we just sit and watch while talking about how bad people live, but we do nothing actually.
Article number 17 in this universal statement says that “Everyone has the right to own property alone as well as in association with others”, but we see homeless people every single day, perhaps we don’t really care about the condition in which this people live in, because we walk among them and we feel indifference.
    In fact, I recently saw something that really impressed me: I was going back home when I saw a homeless that had seen a rotten persimmon on the ground. He stared at it for long and suddenly climbed the wall and searched for persimmons on the tree behind the grill, when he noticed that there weren’t any other fruit on the trees he came down and got the one that was on the ground and ate it. I was appalled, and then I realized that there are a lot more in the same situation as him: they haven’t got houses or cars or televisions or all other superfluous things that make us sick if we lose them. «And we say we care, but we all lie», even though sometimes we try to make some difference, but we don’t realize that spending one day in some storehouse filling bags with food does not make the difference, that should be done daily.
    Where are the people that sign this declaration and agreed to it when these homeless people need them!? Where is the fairness in these cases? Ok! A lot of them hadn’t move a finger to avoid this situation but nobody deserves to live on the streets, naked under the rain, the snow and exaggerated sunshine.
    As a matter of fact there is an article that states what I mentioned before: article 25: “Everyone has the right to a standard of living adequate for the health and well-being of himself and of his family, including food, clothing, housing and medical care and necessary social services, and the right to security in the event of unemployment, sickness, disability, widowhood, old age or other lack of livelihood in circumstances beyond his control.”
    This is really interesting considering that situations of not having a thing are all around the globe. We treat homeless people as non-identified individuals. We close our eyes before them, avoiding worries and headaches. Those we don’t see, don’t care about.
    I memorize the image of the homeless eating persimmon and I was invaded by a will of searching the man and give him something to hold on to.
    Unfortunately, in a weird way, these are the aspects that make the world an interesting place to live in, because people need something either to fight against or to be indifferent to.

Descobrimentos!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

 NEsta fase da minha vida em que ando bem com os meus amigos, com a minha saúde, com a escola, dediquei tempo a expandir o meu gosto musical! Descobri os Radiohead mais profundamente. Estou apaixonada. Nunca refleti tanto com uma banda, além dos Pearl Jam, como já refleti num só dia de Radiohead!
  Na verdade ainda não fiz outra coisa hoje. True love: ele existia no meu lar e desapareceu, mas há sempre a esperança de algo melhor, ou pelo menos gosto de pensar que sim!
 Vou nanar e deixo-vos com a música.

20 anos!

sábado, 22 de novembro de 2014

 Foi há 20 anos que criaram um dos álbuns que mais me acompanha diariamente. Não fossem eles e o que seria do meu gosto musical?
 Obrigada pela vossa criatividade e bom gosto.

As pequenas realizações!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

 As pequenas realizações, era mesmo isto que eu queria. Andei tanto tempo a cuchichá-la e agora é minha! Não consigo acreditar ainda! Estou tão contente, sinto que a mereço, que não proveio do nada, foi merecido!
 Andava feliz e, embora isto seja material, fez-me sentir nas nuvens.
 Não sou uma pessoa muito superficial ou que ligue muito às coisas materiais e supérfluas, mas receber estes mimos é de uma sensação inexplicável. Simplesmente adoro. Hoje nem vou conseguir dormir com o entusiasmo!
 Boa noite pessoas! Obrigada por me lerem :)

Política e um Update.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

 Hoje refleti muito sobre política e sobre o que esta faz à nossa sociedade. Comecei por me perguntar se a política não estaria a destruir o conceito de sociedade: viver em paz e além de ser auto-suficiente ajudar o próximo. Agora vemos as pessoas à nossa volta revoltadas com o seu dia-a-dia e com o dinheiro que lhes tiraram e com o que Fulano, Beltrano e Cretino disse num debate... Além disso, sinto que a política, sim, livrou-nos da monarquia asfixiante, mas não trouxe nada de novo, temos liberdade (urra!), podemos opinar (fixe!), mas de que serve mesmo isto, se não temos capacidades monetárias para levar os nossos sonhos para a frente numa época em que quem tem quer ter mais e quem não tem não sabe como conseguir ter.
 Disse à minha mãe numa conversa que o nosso país devia ser governado por um adolescente, uma mente nova, fresca e viva, uma alma pura e ainda um pouco inocente que trouxesse, de facto, o entusiasmo que o país precisa. Muitas vezes, crianças ainda nos seus 7 anos fazem afirmações e dão soluções para o país que toda a gente considera ridículas porque ainda são bebés, mas se pensarmos que a escola abala a criatividade as afirmações que as crianças fazem podiam ser bem úteis para a situação atual!
 Não sei, sinto que precisamos de um grande shake, mas somos muito preguiçosos para mudar.

 E é aqui que entra o meu update: estava cansada de falar daquilo que me prejudicou toda a vida e não fazer nada, por isso recentemente comecei a falar mais abertamente sobre bullying e a querer partilhar a minha pequena experiência. Comecei a afirmar a minha posição e acho que vou fazer o meu trabalho de inglês sobre isso (o que será interessante visto que as pessoas que me magoaram estão agora na minha turma de novo). Mas eu estou mais forte e com mais vontade dentro de mim. Tenho que aproveitar esta força para o bem!

Piolhos!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

 Odeio piolhos! Que bicho feio, horroroso, incomodativo, praga. Há coisas mesmo horripilantes na natureza. Pela primeira vez tive piolhos a sério. Posso dizer-vos que tenho a cabeça limpinha, já é o terceiro dia que confirmo, mas continuo a ter alucinações com piolhos gigantes a saltar atrás de mim! Não tinha impressão de nenhum bicho, bactéria ou animal em especial. Descobri o que me irrita, algo que me deixa à nora: PIOLHOS! Agora é que vou ter cuidado: nunca mais experimento chapéus em lojas, nem uso elásticos do continente ou pingo doce, nem experimento roupas que tenham pelo em excesso, nem uso escovas antes de as lavar durante mil horas. Fiquei mesmo cheia de nervos quando no domingo passei o pente metálico e vi aqueles bichinhos horrorosos. [Barulho de garganta a aclarar]. Estou ansiosa por quinta para voltar a por o shampoo para ficar completamente livre. [Ki nioja!]. Até tenho vergonha de andar com o cabelo solto, fogo!
 ODEIO PIOLHOS. E nunca odiei nada na minha vida.

Que assunto mais desconfortável, desculpem-me!

Eu e a matemática!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014


Finalmente posso descontrair!
 Para mim, a matemática é um mundo. Um mundo onde eu me compreendo, onde eu faço sentido, onde ninguém me critica, onde eu posso estar de fato de treino e com o cabelo desarranjado que ninguém vê, um mundo onde não preciso de me conter. A matemática entende-me e eu entendo a matemática.
 De facto, não é a primeira vez que a minha mãe entra na sala e me encontra completamente concentrada no caderno,... principalmente quando devia estar a estudar outras disciplinas, mas que posso eu dizer? Matemática e eu; eu e Matemática.
 Na verdade quando me disseram que com a magreza ia perder a capacidade de entender matemática fiquei triste, essa foi também uma das principais razões para querer melhorar substancialmente. Tirei 19,0 no primeiro teste e foi talvez o teste mais difícil que já fiz na minha vida, aliás não sou só eu que digo que o meu professor é o mais complicado da escola... todas as turmas que não o têm agradecem! Porém, eu gosto e consigo chegar onde quero... mesmo que me tenham dito o contrário.
 Agora sim, tenho força para continuar a lutar e começar a fazer tudo direitinho... agora é que eu quero melhorar sem pressões!

Ultimamente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

 Esta é sem dúvida a expressão que a minha mãe mais gosta de usar. «Ultimamente» para aqui, «ultimamente» para ali, «ultimamente» para acolá, ... mas nem é disso que quero falar.
 Nestes últimos tempos apercebi-me que passei tempo demais a ligar ao que os outros possam pensar das atitudes que tenho e das aventuras que vivo. Compreendam que é complicado não ligar quando fomos sempre bastante gozadas e deixadas de parte sem perceber o porquê... Quero dizer, sempre tive boas notas, consideram-me uma rapariga simpática e com um bom discurso, não sou feia. Contudo, conseguiam fazer sentir-me mal em grande parte das situações e deixavam-me de parte quando sabiam que me agradava a actividade em questão; acusavam-me de pedir as notas só porque a minha mãe fazia parte da direcção (acreditem ou não, não é nada fácil frequentar uma escola cujo quadro inclui um pai). Sinto que nunca me deram o valor que talvez merecesse, e quando fugi a um grupo maldoso, fui parar a outro onde não só gozavam comigo, como faziam as minhas amigas sentirem-se mal com elas mesmas. Nesta fase criei de facto amizades que vão durar, mas agradeço muito que o décimo primeiro me tenha trazido uma liberdade que não tivera até então. Finalmente numa turma que não liga à opinião alheia e que se manteve unida e rapidamente me fez sentir da família. Com eles aprendi que a única coisa que interessa é estarmos bem connosco, se assim não fôr, mudamos o que está mal, nem que seja aos bocadinhos. Mas apelo-vos que não deixem os outros impedir-vos de realizar as vossas maluqueiras, fantasias, sonhos e vontades...
Tento dia-a-dia melhorar esse aspecto da minha fragilidade, e cada vez me sinto mais eu, tanto naquilo que mostro como naquilo que penso. Os outros não têm de saber como penso ou o que penso.
 Àqueles que não me querem mal digo apenas «Bom dia!» porque ao contrário deles eu não tenho maldade no meu coração, ou pelo menos não em quantidade muito significativa.

 Agora vou sentar-me um pouco em frente à televisão enquanto espero a fofa da minha mãe. Tenho mesmo que lhe contar que o teste de inglês me correu super bem e dizer-lhe mais uma vez que a matéria de matemática me está a passar ao lado, ups!

Algo ou não!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

 Visto que a vontade de estudar foi reduzida a zero assim que peguei nos livros, decidi vir buscar um pouquinho de inspiração para conseguir proceder com os estudos!
 Hoje é Halloween. Adoro este dia do ano e acho mesmo engraçado o conceito! A minha amiga vai dar uma festa na casa dela e ainda bem que me convidou (não o perderia por nada). Adoro estas festinhas assim: vai o meu grupo de amigos todo e alguns, incluindo eu, ficam lá a dormir; cada um leva uma coisa para o jantar e assim "dividimos as despesas" (o que não é bem verdade, porque de certo ninguém gastou tanto dinheiro como a minha mãe para comprar os ingredientes para a sobremesa: claro que eu fiquei encarregue da sobremesa)! Além disto, se o tempo nos permitir ainda damos um mergulhito na piscina, ueue, à noite!
 Vou levar um anel com uma mão de esqueleto, uns brincos e um colar com a forma de teias de aranha, uma capinha de bruxa e provavelmente umas coisas engraçadas na cara só a fazer efeito que são fáceis de remover se quiser ir à piscina.
 Nestas situações sinto-me sempre obrigada a chegar mais cedo ou a horas: primeiro, porque fico muito nervosa se não chego na hora pedida ou estipulada; e, segundo, porque me sinto na obrigação de ajudar os afitriões que normalmente ficam muito nervosos nestas situações.
 Por isso estou ansiosa pelas 20:10; a anfitriã vem buscar-me e eu vou ajudá-la! Daqui a uma hora e quinze minutos tiro o cheesecake para começar a perder o gelo!
 Ai esta noite é que vai ser comer... mas tento nem pensar nisso. Há outras coisas mais interessantes que vão acontecer, tipo: vou assistir ao meu primeiro filme de TERROR! O que vale é que vou estar rodeada de bons amigos; no final de tudo, isso é muitas vezes o que mais importa!

Mas o quê?

terça-feira, 28 de outubro de 2014

 «Escreve» disse ela. Sobre o quê? «Escreve apenas, o mais bizarro ou o mais sentido.» Vou escrever.
 Quando era mais nova encontrava nas palavras um certo conforto que já não tenho faz muito tempo. Era a minha forma de me afirmar e ao mesmo tempo de me esconder. Anonimamente ninguém sabia quem eu era, porém eu tomava uma posição e deixava o meu ponto de vista bem claro. Quero voltar a fazê-lo, quero ser ouvida... fiquei na sombra dos outros durante muito tempo e agora, finalmente, percebi que eu sou suficiente, eu sou o bastante, não tenho de constantemente mudar quem sou em prol de com quem estou. Vou começar a escrever outra vez, visto que não só me faz bem, como também me deixa bem disposta!
 Depois da nossa conversa e de dormir uma das primeiras noites completamente seguidas, sinto que tenho outra prespectiva. Quero uma vida melhor, isso arranja-se grão-a-grão. Muitooo devagarinho! Mas eu consigo, não desisto facilmente.

Os pequenos gestos!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

 *Estas coisas:* Toca para sair e a minha secretária é assaltada por duas sombras, desvio o olhar e foco-me nas duas silhuetas que estão postradas diante de mim. Dou-lhes o meu melhor sorriso e espetam-me com um saco de pastelaria na cara. Sabiam que, por começar a natação sexta, não iria conseguir estar presente no almoço no vegetariano, que por sinal tinha sido sugerido por mim. Ficaram tão tristes por eu não ir que quiseram compensar-me, coisa que não tinham que fazer, já não é a primeira vez que falho a um compromisso de grupo, sinto-me mal por isso, muito, e como sabem disso trouxeram-me o meu doce favorito, aliás, trouxeram-me três deste: broas-de-mel. Foi um gesto tão grandioso. Encheram-me os olhos de lágrimas. Pouca gente me tem dado o à vontade para falar nisto, e elas têm sido simplesmente fantásticas! Quando me viram a comer melhor disseram mesmo que estavam Orgulhosas! Infelizmente, pouca gente pode dizer que tem amigas assim, que se preocupam genuinamente e procuram não dizer as coisas erradas. Se sinto falta da mary? Sinto, ela também é assim, fofinha e um apoio incondicional, mas ao menos quando não estou com ela já não me sinto sozinha. Já posso respirar! Tenho amigos que me querem ver bem. Pela primeira vez não sinto aquele sufoco das pessoas que me queriam mal e me punham abaixo. Quando rodeada de pessoas assim, todas as energias que entram na minha alma são positivas.
 Respirar é bom, e estes pequenos gestos... Ai, estes pequenos gestos fazem-me o dia!

O dia de hoje!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014


Uma imagem que me trasmite calma e felicidade!
Que descreve o dia de hoje.

Finalmente conheci a minha nutricionista e não fiquei nada assustada com as mudanças que tenho que fazer no plano, senti que isso era um bom sinal. Ela foi super compreensiva e também me repreendeu. Pude falar, a minha mãe chorou, eu chorei, as emoções foram todas postas na mesa. A nutricionista disse que não estava preocupada com a altura nem com o peso, mas sim com o reeducar-me e com as faltas nutricionais que ainda possa ter. Quer que eu seja saudável e defende que isso pode não se notar muitoooo no peso! Claro que tenho que engordar, mas não é com isso que tenho que me preocupar agora mesmo!
 Deixou-me fazer exercício, mas só se eu gostar mesmo do que estou a fazer, nada de ginásios, o permitido é desportos de ar livre: natação é o que vou praticar, finalmente, e vou andar de bicicleta de vez em quando!
 Sinto que agora vai ser mesmo a sério, pelo menos EU QUERO QUE SEJA!

Sinto saudades da M*.

O dia de ontem!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

 Ontem foi um dia muito importante na minha vida. Uma noite muito decisiva nesta fase chamada de recuperação! 

 Quando, depois de um dia em que comi super bem, me sentei à mesa em frente ao computador com a minha mãe ao lado e comecei a rever fotos de antigamente, apercebi-me das mil e uma asneiras que fiz e não devia ter feito!
 Ninguém na minha idade sobrevive muito tempo com um pedaçinho de carne, uma colher de feijões e três ou quatro flores de bróculos. Ninguém com 17 anos consegue superar o dia desta forma. Chegava ao final do dia completamente em baixo e nem me apercebia, só esperava que o dia seguinte começasse para ir a correr para o ginásio. Virei um gym freak e restringi na comida, não se faz! A minha mãe tinha razão: uma pessoa que faz ginásio como eu fazia podia comer 5 bolos por semana. Fui tão burra comigo (tentei arranjar uma palavra mais soft mas nenhuma descrevia a situação). Tratei-me mal, ainda bem que não percebi demasiado tarde.

 Foi também ontem à noite que percebi que estou ansiosa por quarta-feira, dia em que finalmente vou conhecer mais alguém que me vai ajudar, mas desta vez com algum conhecimento e fundamento. Quero tanto estar mais saudável só para poder fazer coisas simples como natação, andar de patins, comer mais vezes no vegetariano, passear imenso sem ter que levar a marmita toda atrás. Quero ser uma adolescente normal, e como diz a minha mãe: fui tão cruel com o meu corpo que agora já não volto a ser gordinha... Quando estiver saudável vou tonificar-me com os exercícios certos e depois vou viver a minha vida normal!
 É isso que eu quero e foi isso que O Dia De Ontem me fez concluir!
É bom quando há dias assim!

Receitas da Alforreca #1

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

 Hoje decidi deixar os meus sentimentos de parte e partilhar convosco algumas receitas que reproduzi e foram bem sucedidas!
 A primeira vai ser do cheesecake que se tem vindo a tornar uma das minhas sobremesas favoritas e que não é nada light ou diet, mas que sabe bem em qualquer altura do ano e para acabar uma refeição é perfeito.

Cheesecake de frutos vermelhos

1 pacote de bolachas maria
+/- 100 g de manteiga amolecida

500 g de queijo fresco batido
1 pacote de natas longa vida (se forem outra marca convém usar dois)
1 lata de leite condensado

duas compotas de framboesa da marca st dalfour
ou
500 g de frutos vermelhos e 500 g de açúcar numa panela até estar no ponto

1. triturar grosseiramente as bolachas e juntar à manteiga amassando com as mãos. Forrar uma taça cobrindo bem o fundo e os lados. Levar ao frio enquanto se prepara o resto.

2. Bater bem as claras, com uma batedeira mesmo, e juntar a lata de leite condensado, envolvendo bem, e por fim envolver o queijo fresco batido. Mais simples não há. Verter sobre a mistura da bolacha.

3. Levar ao frio até ao dia em que se vai servir, não convém fazer muito tempo antes, o mais ideal é de um dia para o outro. Antes de servir bater bem a compota e espalhar de maneira uniforme por cima do cheesecake.

 Já vi muitas versões americanas em que o cheesecake vai ao forno, mas também já os vi fazer 'cheesecake' sem queijo. Esta para mim é a melhor forma de reproduzir uma receita tão deliciosa e sinceramente tão simples! Há quem prefira a utilização de folhas de gelatina para substituir o leite condensado, eu se calhar também preferiria mas esta versão, embora pareça, não fica doce demais, fica mesmo no ponto!

 A segunda receita que vos trago são as minhas bolachas de aveia que costumam ser bastante famosas entre os meus amigos. amigos estes que se deliciam com elas e ficam sempre desapontados quando não há mais!

Bolachas de Aveia

150 g de aveia (de preferência integral, pode ser em flocos -fica melhor- ou em farelo)
100 g de margarina ou manteiga derretida
100 g de açúcar (prefiro o amarelo)
100 g de farinha (pode ser integral ou de trigo ou de aveia)
2 colheres de sopa de mel
canela a gosto (eu ponho sempre muita)
pitada de fermento
2 ovos

1. Bater o açúcar com a manteiga até ficar com uma textura macia.

2. Juntar os ingredientes secos e bater mais um pouco até estar bem incorporado.

3. Juntar os ovos e o mel. Bater outra vez.

4. Pré-aquecer o forno a 180º, formar bolinhas com a pasta que pode estar um pouco liquida, às vezes acontece, e levar ao forno durante 8 minutos, depois convém controlar.

Dica: podem tirar aos 8 minutos porque elas acabam de cozer sozinhas!

 Como podem ver são receitas bem simples, mas que brotam sabor que é uma coisa incrível. E o cheirinho que deixam na cozinha é formidável!

 Qualquer dia partilho convosco a minha maneira de fazer Massa Preta com Lulas. Só de falar deu-me uma grande volta à barriga! Já ia um pratão disso...

 Obrigada pela paciência. Beijinhos,
Alforreca.

Pelos nossos!

domingo, 3 de agosto de 2014

 Muitas vezes sinto que me custa fazer determinadas coisas, mas faço-as pois percebi o desespero da minha mãe, desespero este que me fez perceber que talvez, numa hipóteses que nem é tão remota assim, estivesse a ficar demasiado fraquinha.
 Pelo que a minha adorada diz já estou com melhor aspecto, mas pudera. Cumpro horários à risca e faço refeições completas sem qualquer tipo de reforço físico além de uns saltinhos para a piscina! E é por isso que tenho medo do regresso dos meus tios. Estes vão desregularizar tudo como acabam sempre a fazer. Mas espero que desta vez percebam que não sou mais a miúda gordinha que comia tudo o que lhe punham à frente. Espero que percebem que talvez tenha anorexia ou tenha estado perto disso. Espero que percebam que sou a miúda magrinha que adora comer mas tenta recuperar delicadamente! Contudo, sei que aqueles que precisamos que nos compreendam são precisamente os que não o fazem...
 De qualquer modo, faço-o pela minha mãe, pela minha irmã, mas acima de tudo tenho que o fazer por mim! Os próximos dias serão mais apenas mais três dias de recuperação!
 Só a quero ver feliz! E neste momento é preciso eu estar bem para isso. Ficarei bem porque te quero ver feliz.

O que se passa?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

 Andei a fugir ao termo que talvez melhor descreva a minha situação, andei a evitar quem mo apontava e quem mo clarificava. Fugi sempre que pude aos confrontos mais acesos acerca do que isto poderia ser...
 Não me considero doente, nem anoréctica, isso era apenas o rótulo que toda a gente que não estava perto me dava. Porém, tenho plena consciência de que não o sou. Nunca tive necessidade de tirar do organismo aquilo que ingeria, nunca reduzi o prato a uma migalha, mas fiz coisas que estiveram lá perto.
 Pensava nas calorias de tudo o que ingeria, optava por produtos que me davam menos energia, olhava para todos os rótulos e analisava todos os ingredientes cuidadosamente. Pessoas mesmo exteriores ao problema podiam chamar-lhe «cuidado para ingerir comida quase não processada». O que saltou mais à vista dos meus entes foi o inocente facto de eu adorar comer antes de começar a ter alguma paranóia. Anteriormente, eu apreciava a comida e tinha curiosidade pelos alimentos cozinhados e diferentes. Mais recentemente, ganhei medo a tudo o que era mais produzido. Só queria ser normal e ter aquele desejo de comer porcarias, contudo se ingeria um quadradinho de chocolate começava a chorar e a entrar em parafuso. Sempre fui apoiante de uma alimentação equilibrada, mas durante algum tempo esqueci-me que equilíbrio significava comer de tudo nas doses certas. Deixei de fazer as doses certas, retirei alimentos da minha vida abruptamente, não querendo simplesmente que me intoxicassem o organismo. Quando passava o fim de semana fora ou não dormia em casa ficava nervosa e pensava e repensava mil e uma vezes na comida que tinha ingerido e como poderia eliminá-la o mais rapidamente do meu corpo. Arranjava todo o tipo de conversa inteligente e perspicaz para convencer as pessoas a dar-me de comer certas coisas, sem darem conta de nada. Depois, quando chegava a casa, ia a correr para o ginásio, tentando fazer as aulas mais intensas.

 Fiquei sem energia, o meu corpo chegou a um ponto onde se arrastava na rua e dava o máximo dentro das paredes do ginásio. Tirei o leite da minha vida, não comi pão durante meses, desintoxicava o meu organismo todos os dias. A minha mãe quase chorou: «olhei para ti e só vi um monte de ossos, onde está a minha filha cujos olhos brilham quando vê algo completamente fora do normal?».
 O desespero da minha mãe tornou-se o meu, mas continuava sem ter a noção, continuei a emagrecer, mas as pessoas, através da minha conversa, pensavam que eu fazia o contrário. Eu digo sempre: «depois de saber como emagrecer é sempre a andar para a frente». O meu pai não é uma pessoa fácil e fez-me sofrer muito psicologicamente, tentei afastar esse problema um pouco mas não posso tirar o meu pai da minha vida. Passei uma semana com ele e emagreci demais. Depois foi sempre a perder.
 «Filha, estou a ficar desesperada, a tua irmã preocupada, aceita a minha ajuda, percebe que estás mal!» É complicado entender, mas tentei, reflecti, chorei, esperneei, e finalmente percebi.
 Não quero voltar a ficar gordinha, mas quero recuperar a minha força, por isso agora estou a tentar recuperar, antes que a minha vida fique completamente estragada.
 É difícil enfrentar perguntas sobre a minha condição todos os dias, mas as pessoas não o fazem por mal e eu só o tenho que tentar entender, as pessoas querem o meu bem.
 Continuo bonita e tenho consciência disso, mas agora vou trabalhar para não chegar ao limiar, porque quero continuar a ser a rapariga fantástica que toda a gente descrever e quero conseguir usufruir da minha inteligência.
 É isso, que a recuperação comece, sempre ao som dos Pearl Jam.
 E agora vou enfardar um pão com compota (algo de que sinto saudades e falta)!

Alforreca Cansada

terça-feira, 4 de março de 2014

 E porque ando constantemente cansada decidi que era hora de voltar a partilhar a minha vida convosco... Sou uma pequena alforreca, débil mas perigosa, que tenta fazer constantes mudanças na sua vida, tendo em conta que nunca me senti tão infeliz como agora, nos plenos 17.
 É complicado crescer, nunca me apercebera disso até o sentir na pele, e não gostar. Cheguei a uma idade onde os pais pouco mais podem fazer para nos proteger e onde temos de lutar mais pelo nosso futuro. E nesta idade deparei-me com uma falta de forças excessiva que tento combater todos os dias.
 Esta será a minha jornada, ou pelo menos vou tentar que seja!