The poorness and the lack of will

domingo, 30 de novembro de 2014


 Hoje o post vai ser em Inglês, pois constitui um pedaço do meu trabalho para esta disciplina sobre a Declaração universal dos direitos humanos! Foi talvez dos trabalhos mais interessantes que já fiz. Só lê quem tiver paciência. Antes disso deixo-vos novidades e um estado de alma: Encontro-me profundamente desiludida comigo mesma depois das cruéis palavras que disse à minha mãe. Já não me sentia assim há muito tempo, e hoje ela recorreu ao silêncio, o pior castigo que já me deram, esta doença afetou-me, a mim e à minha maneira de ser... e magoei-a, sei que sim, e isso é o que dói mais. Estou extremamente arrependida e não sei quando tempo vai passar até receber o perdão que anseio por!
 Chega de tristeza! Deixo-vos o meu trabalho cheio de opiniões:


    The Universal Declaration of Human Rights was written, not to be followed, but to be disrespected! It was supposed to be applied worldwide. However, fewer and fewer people who actually stick to its content. And I’m not even talk about countries, because it was everyone duty to fulfil what is mentioned in this declaration.
    Furthermore, we, as society, should all help the people that live in miserable conditions and also give a hand to those who are victims of human rights violation. Yet, we just sit and watch while talking about how bad people live, but we do nothing actually.
Article number 17 in this universal statement says that “Everyone has the right to own property alone as well as in association with others”, but we see homeless people every single day, perhaps we don’t really care about the condition in which this people live in, because we walk among them and we feel indifference.
    In fact, I recently saw something that really impressed me: I was going back home when I saw a homeless that had seen a rotten persimmon on the ground. He stared at it for long and suddenly climbed the wall and searched for persimmons on the tree behind the grill, when he noticed that there weren’t any other fruit on the trees he came down and got the one that was on the ground and ate it. I was appalled, and then I realized that there are a lot more in the same situation as him: they haven’t got houses or cars or televisions or all other superfluous things that make us sick if we lose them. «And we say we care, but we all lie», even though sometimes we try to make some difference, but we don’t realize that spending one day in some storehouse filling bags with food does not make the difference, that should be done daily.
    Where are the people that sign this declaration and agreed to it when these homeless people need them!? Where is the fairness in these cases? Ok! A lot of them hadn’t move a finger to avoid this situation but nobody deserves to live on the streets, naked under the rain, the snow and exaggerated sunshine.
    As a matter of fact there is an article that states what I mentioned before: article 25: “Everyone has the right to a standard of living adequate for the health and well-being of himself and of his family, including food, clothing, housing and medical care and necessary social services, and the right to security in the event of unemployment, sickness, disability, widowhood, old age or other lack of livelihood in circumstances beyond his control.”
    This is really interesting considering that situations of not having a thing are all around the globe. We treat homeless people as non-identified individuals. We close our eyes before them, avoiding worries and headaches. Those we don’t see, don’t care about.
    I memorize the image of the homeless eating persimmon and I was invaded by a will of searching the man and give him something to hold on to.
    Unfortunately, in a weird way, these are the aspects that make the world an interesting place to live in, because people need something either to fight against or to be indifferent to.

Descobrimentos!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

 NEsta fase da minha vida em que ando bem com os meus amigos, com a minha saúde, com a escola, dediquei tempo a expandir o meu gosto musical! Descobri os Radiohead mais profundamente. Estou apaixonada. Nunca refleti tanto com uma banda, além dos Pearl Jam, como já refleti num só dia de Radiohead!
  Na verdade ainda não fiz outra coisa hoje. True love: ele existia no meu lar e desapareceu, mas há sempre a esperança de algo melhor, ou pelo menos gosto de pensar que sim!
 Vou nanar e deixo-vos com a música.

20 anos!

sábado, 22 de novembro de 2014

 Foi há 20 anos que criaram um dos álbuns que mais me acompanha diariamente. Não fossem eles e o que seria do meu gosto musical?
 Obrigada pela vossa criatividade e bom gosto.

As pequenas realizações!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

 As pequenas realizações, era mesmo isto que eu queria. Andei tanto tempo a cuchichá-la e agora é minha! Não consigo acreditar ainda! Estou tão contente, sinto que a mereço, que não proveio do nada, foi merecido!
 Andava feliz e, embora isto seja material, fez-me sentir nas nuvens.
 Não sou uma pessoa muito superficial ou que ligue muito às coisas materiais e supérfluas, mas receber estes mimos é de uma sensação inexplicável. Simplesmente adoro. Hoje nem vou conseguir dormir com o entusiasmo!
 Boa noite pessoas! Obrigada por me lerem :)

Política e um Update.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

 Hoje refleti muito sobre política e sobre o que esta faz à nossa sociedade. Comecei por me perguntar se a política não estaria a destruir o conceito de sociedade: viver em paz e além de ser auto-suficiente ajudar o próximo. Agora vemos as pessoas à nossa volta revoltadas com o seu dia-a-dia e com o dinheiro que lhes tiraram e com o que Fulano, Beltrano e Cretino disse num debate... Além disso, sinto que a política, sim, livrou-nos da monarquia asfixiante, mas não trouxe nada de novo, temos liberdade (urra!), podemos opinar (fixe!), mas de que serve mesmo isto, se não temos capacidades monetárias para levar os nossos sonhos para a frente numa época em que quem tem quer ter mais e quem não tem não sabe como conseguir ter.
 Disse à minha mãe numa conversa que o nosso país devia ser governado por um adolescente, uma mente nova, fresca e viva, uma alma pura e ainda um pouco inocente que trouxesse, de facto, o entusiasmo que o país precisa. Muitas vezes, crianças ainda nos seus 7 anos fazem afirmações e dão soluções para o país que toda a gente considera ridículas porque ainda são bebés, mas se pensarmos que a escola abala a criatividade as afirmações que as crianças fazem podiam ser bem úteis para a situação atual!
 Não sei, sinto que precisamos de um grande shake, mas somos muito preguiçosos para mudar.

 E é aqui que entra o meu update: estava cansada de falar daquilo que me prejudicou toda a vida e não fazer nada, por isso recentemente comecei a falar mais abertamente sobre bullying e a querer partilhar a minha pequena experiência. Comecei a afirmar a minha posição e acho que vou fazer o meu trabalho de inglês sobre isso (o que será interessante visto que as pessoas que me magoaram estão agora na minha turma de novo). Mas eu estou mais forte e com mais vontade dentro de mim. Tenho que aproveitar esta força para o bem!

Piolhos!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

 Odeio piolhos! Que bicho feio, horroroso, incomodativo, praga. Há coisas mesmo horripilantes na natureza. Pela primeira vez tive piolhos a sério. Posso dizer-vos que tenho a cabeça limpinha, já é o terceiro dia que confirmo, mas continuo a ter alucinações com piolhos gigantes a saltar atrás de mim! Não tinha impressão de nenhum bicho, bactéria ou animal em especial. Descobri o que me irrita, algo que me deixa à nora: PIOLHOS! Agora é que vou ter cuidado: nunca mais experimento chapéus em lojas, nem uso elásticos do continente ou pingo doce, nem experimento roupas que tenham pelo em excesso, nem uso escovas antes de as lavar durante mil horas. Fiquei mesmo cheia de nervos quando no domingo passei o pente metálico e vi aqueles bichinhos horrorosos. [Barulho de garganta a aclarar]. Estou ansiosa por quinta para voltar a por o shampoo para ficar completamente livre. [Ki nioja!]. Até tenho vergonha de andar com o cabelo solto, fogo!
 ODEIO PIOLHOS. E nunca odiei nada na minha vida.

Que assunto mais desconfortável, desculpem-me!

Eu e a matemática!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014


Finalmente posso descontrair!
 Para mim, a matemática é um mundo. Um mundo onde eu me compreendo, onde eu faço sentido, onde ninguém me critica, onde eu posso estar de fato de treino e com o cabelo desarranjado que ninguém vê, um mundo onde não preciso de me conter. A matemática entende-me e eu entendo a matemática.
 De facto, não é a primeira vez que a minha mãe entra na sala e me encontra completamente concentrada no caderno,... principalmente quando devia estar a estudar outras disciplinas, mas que posso eu dizer? Matemática e eu; eu e Matemática.
 Na verdade quando me disseram que com a magreza ia perder a capacidade de entender matemática fiquei triste, essa foi também uma das principais razões para querer melhorar substancialmente. Tirei 19,0 no primeiro teste e foi talvez o teste mais difícil que já fiz na minha vida, aliás não sou só eu que digo que o meu professor é o mais complicado da escola... todas as turmas que não o têm agradecem! Porém, eu gosto e consigo chegar onde quero... mesmo que me tenham dito o contrário.
 Agora sim, tenho força para continuar a lutar e começar a fazer tudo direitinho... agora é que eu quero melhorar sem pressões!

Ultimamente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

 Esta é sem dúvida a expressão que a minha mãe mais gosta de usar. «Ultimamente» para aqui, «ultimamente» para ali, «ultimamente» para acolá, ... mas nem é disso que quero falar.
 Nestes últimos tempos apercebi-me que passei tempo demais a ligar ao que os outros possam pensar das atitudes que tenho e das aventuras que vivo. Compreendam que é complicado não ligar quando fomos sempre bastante gozadas e deixadas de parte sem perceber o porquê... Quero dizer, sempre tive boas notas, consideram-me uma rapariga simpática e com um bom discurso, não sou feia. Contudo, conseguiam fazer sentir-me mal em grande parte das situações e deixavam-me de parte quando sabiam que me agradava a actividade em questão; acusavam-me de pedir as notas só porque a minha mãe fazia parte da direcção (acreditem ou não, não é nada fácil frequentar uma escola cujo quadro inclui um pai). Sinto que nunca me deram o valor que talvez merecesse, e quando fugi a um grupo maldoso, fui parar a outro onde não só gozavam comigo, como faziam as minhas amigas sentirem-se mal com elas mesmas. Nesta fase criei de facto amizades que vão durar, mas agradeço muito que o décimo primeiro me tenha trazido uma liberdade que não tivera até então. Finalmente numa turma que não liga à opinião alheia e que se manteve unida e rapidamente me fez sentir da família. Com eles aprendi que a única coisa que interessa é estarmos bem connosco, se assim não fôr, mudamos o que está mal, nem que seja aos bocadinhos. Mas apelo-vos que não deixem os outros impedir-vos de realizar as vossas maluqueiras, fantasias, sonhos e vontades...
Tento dia-a-dia melhorar esse aspecto da minha fragilidade, e cada vez me sinto mais eu, tanto naquilo que mostro como naquilo que penso. Os outros não têm de saber como penso ou o que penso.
 Àqueles que não me querem mal digo apenas «Bom dia!» porque ao contrário deles eu não tenho maldade no meu coração, ou pelo menos não em quantidade muito significativa.

 Agora vou sentar-me um pouco em frente à televisão enquanto espero a fofa da minha mãe. Tenho mesmo que lhe contar que o teste de inglês me correu super bem e dizer-lhe mais uma vez que a matéria de matemática me está a passar ao lado, ups!