A minha mãe!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

 Talvez não o diga vezes suficientes, talvez não o diga da melhor maneira, talvez não o demonstre regularmente, porém não posso mentir e dizer que não a admiro, pois, no mundo todo, não há ninguém que eu tenha em melhor conta que a minha mãe.
 Sou fria em muitos aspectos e possivelmente por termos personalidades que são tão opostas é que não lho digo tantas vezes, contudo aprecio tudo nela, a força de vontade, o trabalho duro, a insistência em aparentar bem disposta, a forma como discursa, como diz o que pensa sabendo que isso a pode levar à desgraça, como luta pelo que defende, a educação que nos deu, ou pelo menos que me deu a mim, como apesar de todas as tarefas do emprego ainda tem tempo para todas as da casa, o estilo (apesar de já ter 48 anos e só vestir preto, nunca a vi vestida de uma forma descuidada e desajeitada)...
 Se há exemplo de mulheres que merecem um bom estatuto é a minha mãe, considero-a um exemplo de uma mulher que (infelizmente ainda havendo esta distinção na sociedade) está ao nível ou provavelmente acima de muitos homens.
 Às vezes gostava de ser mais paciente e tolerante para que a nossa relação fosse absolutamente fantástica, mas todas as relações têm algo menos bom e sei como é difícil estar bem com alguém com quem convivemos diariamente... Por saber que é uma lutadora é que lhe dou o espaço que necessita, por isso e por fazer bem um pouquinho de espaço nas relações sociais por vezes.
 Quem como eu tem uma mãe assim? Brinde à mãe, a pessoa mais bonita que alguma vez conheci!

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