Limpezas...

segunda-feira, 16 de março de 2015

 ... e não me refiro a limpezas filosóficas!
 Não sou muito de me pronunciar quanto a estes assuntos, contudo, acho de muito mau gosto estar a pagar a alguém para não haver pó em casa e termos de ser nós a fazê-lo regularmente. Sempre disse à minha mãe que não me importava de passar a vassoura e a esfregona ao fim de semana, tendo em conta que a Dona M só cá vem às quartas, ou seja, a meio da semana, porém não acho que isso a impeça de variar aquilo que faz, tendo em consideração que no que se refere a roupa a minha mãe a lava quase todos os dias, e costuma passá-la sempre a ferro assim que está sequinha!
 A rotina da Dona M quando aqui chega é pegar na roupa, que não sei onde a vai buscar, já que a minha mãe a passa sempre toda, e passar a ferro, pôr uma máquina de roupa a trabalhar, limpar a sala, os quartos e quando se dá por isso já é hora de se ir embora.
 Não percebo este conceito... É que isto já nós fazemos. Além disso, o acordado era a Dona M limpar a casa, fazer aquilo que nós não temos muitas vezes tempo para fazer.
 Hoje, já livre de trabalhos para a escola, decidi dar um jeitinho à cozinha depois de almoçar o belo do Salmão... Não sei se o devia ter feito, um centímetro que limpava e mais um desgosto que sentia. Limpei sítios que não viam um limpa-pó há anos! E isto é mau, visto que a minha mãe ponderava aumentar a senhora (a vida não está fácil para ninguém, e ela foi despedida de três sítios).
 Isto fez-me pôr em causa a vontade que as pessoas têm de receber e trabalhar! Quer dizer, a Dona M queixa-se que foi despedida de imensas casas, mas naquelas onde ainda trabalha não faz o mínimo esforço e ainda tem a lata de atirar as nossas coisas para onde lhe dá na cabeça!
 Espero mesmo que quando eu começar a trabalhar me lembre do valor que as coisas têm, porque já estar empregado é uma dádiva, neste momento.

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