Noite, chamo-te!

sábado, 20 de junho de 2015

 Na noite cerrada, dizem-se coisas secretas, é-se quem passamos o dia a esconder. Isso assusta-me. A sinceridade excessiva. O eu desconhecido.
 Na noite cerrada, as palavras não têm limites, os sentimentos são transcendentes, os sorrisos são genuínos.
 Na noite cerrada, perdemos o medo, e a coragem connosco é temporária, porém, enorme, fazendo com que a própria vergonha nos abandone.
 É na madrugada que maior parte das pessoas ganha vida e se transforma no que sempre quis ser, sem rodeios, sem meios ses. Só elas e tudo o que as faz feliz.
 Para muitos poetas, a noite representa as trevas, o medo, o perigo, a efemeridade da vida... Para mim... não há nada mais belo que um céu inundado de pequenas grandes estrelas, onde a mais brilhante representa aquela pessoa que não voltamos a ver mais, não há nada mais harmonioso que o barulho silencioso da noite, onde até os carros parecem sons naturais, e, mesmo quando é impossível ver-se as grandes estrelinhas brilhar, o céu da noite é belo, cheio de nuvens, muitas vezes a barafustar, irritado, com pequenos desvarios de luzes, ao que chamamos de raios, que embora fatais, são divinais.
 A noite é o cenário encantado. Vivia na noite, na serenidade das luzes, na paz das ruas, no aconchego dos casacos, no conforto das mangas curtas. Vivia na noite... oh! E seria feliz.

2 comentários:

  1. A noite é dos loucos e dos poetas :)

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  2. Também adoro a serenidade da noite!! :) As ruas vazias, o silêncio, é tão bom :)
    Ó Alforreca, o teu comentário deixou-em tão feliz :)

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