Uma história e um vício.

sábado, 31 de outubro de 2015

 Durante um cafézito com os meus amigos houve um momento em que apenas eu e a minha maior amiga estávamos sentadas à mesa e, como sempre, começámos a falar de tudo e de nada. Foi então que descobri que quase todos os tios do lado paterno dela morreram devido a um vício e às consequências que este acarreta!
 E refiro-me ao álcool. Álcool em excesso, álcool às escondidas, álcool a toda a hora, álcool mesmo quando o médico diz «chega».

 Assim, falava, obviamente, do cancro de fígado. Esse que, como outros, traz uma dor imensa para a pessoa e para os que o rodeiam.
 Pois é aqui que me questiono como é possível as pessoas deixarem-se chegar a esse ponto. É triste mesmo que a dependência seja tão grande que quando alguém aconselha a parar, simplesmente não se consegue.
 Questiono-me o que vêem estas pessoas na bebida, e noutras coisas semelhantes, que as faz depender daquilo para serem felizes. É como se conhecendo o mundo para que são levadas sob o efeito, não quisessem outra coisa. Será assim tão bom viver num mundo paralelo onde nada é real? Onde até os sentimentos são uma farsa? (Entenda-se que uma coisa é tomar uma cerveja numa saída à noite e aproveitá-la à beira dos amigos, outra é beber garrafas incontáveis por dia...)


 Preocupa-me isto, pois um dos hábitos dos tios dela era uma atitude muito portuguesa e perigosa: chegar a casa e ir para o café beber até se perder noção das horas!
 É uma situação tão delicada e provoca tanto sofrimento... Principalmente, porque era uma situação completamente evitável!

 Tenho receio destas coisas...

Diário de uma Condutora #2

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

 Sensação excelente quando conduzes pela primeira vez na tua segunda aula em duas das vias da cidade que temias mais! Correu bem.

Organização.

terça-feira, 27 de outubro de 2015


 Ontem, em vez de me dedicar ao estudo para Matemática Computacional I (ups), estive a pôr o meu cantinho em ordem, finalmente!
 Assim, criei finalmente etiquetas que tornam mais fácil o acesso aos «temas» que trato aqui.
 Separei as minhas publicações em:
 Acho que desta forma se torna mais fácil se quiserem realmente saber mais sobre mim dentro de cada tema.
 Espero que gostem!

Diário de uma condutora #1

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

 Porque é que não podemos olhar para os pedais!!!???
 Ou ter quatro olhos, onde dois miram a estrada e os outros espreitam os pedais....

Update.


 Já não escrevo aqui há muito tempo, assim como já não publicava uma foto no instagram há duas semanas ou não 'tweetava' há uma semana. Sentia saudades!
 Entretanto muito aconteceu... O meu pai voltou a ir para a Noruega, o que é desmotivante para o progenitor, uma vez que tem o azar de ir sempre em alturas importantes para a família, os meus 18 anos, os meus exames de 12º Ano, o aniversário de casamento dos meus vovós, a candidatura à universidade e o resultado, algumas consultas importantes da minha vó e, agora, o meu primeiro teste da universidade e a minha primeira aula de condução.

 Sei que parecem coisas triviais, talvez eu vivesse bem se, no lugar dele, faltasse a estas datas, porém, o meu pai, como já disse várias vezes, é uma pessoa muito carente, assim como dá imensa atenção aos pequenos detalhes (as nossas zangas provêm muitas vezes destes pequenos, minis, invisíveis detalhes).
 Espero, de qualquer forma, que o tranquilize saber que o teste não me correu mal e que a filhota dele está ansiosa para pôr o carro a andar, meia horita, aiiii. De certeza que saber isto o vai deixar mais feliz!
 Noutra onda, o meu fim-de-semana foi muito calmo e satisfatório: na sexta à noite fomos outra vez jantar aos meus vizinhos, adoro estes serões, rimo-nos, falámos imenso e comemos bem! No sábado fui com a minha madrasta almoçar ao centro comercial (SUSHI E LLAO LLAO!!!), seguimos para casa onde eu estudei ao mesmo tempo que vi séries com ela, as nossas séries. Só estive eu com ela, uma vez que a minha mana teve jogo, mas ao jantar e no domingo já estive com a minha mãe e a minha mana, a fazer nada e muita coisa.
 Deu para descansar, principalmente com aquela horita a mais, e para estudar bastante, sinto-me satisfeita.
 Agora vou assustar pessoas na estrada!

Apelo à Sociedade.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

 Por favor, parem de escrever A SÉRIO das seguintes formas: asseriu, assério, aserium!

 Estão erradas. Aliás, estão para lá de erradas... são puras abominações de duas palavras tão simples, A e SÉRIO.

 Continuação de óptima de tarde!

Bizarro? Sim, não,... não sei!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015


 Estava a estudar fazia cerca de duas horas quando decidi que me apetecia um llao llao e, tendo a sorte de ter o centro comercial a 15 minutos de casa, lá fui eu!
 Desfrutei do meu momento sossegada e feliz da vida com aquele pedacinho do céu até ao último minuto. Até aqui a história não tem nada de estranho, pois não? 

 Como aquele bom momento tinha acabado, decidi voltar para casa, para que o estudo pudesse prosseguir. Abri a grande porta do centro comercial, saí e reparei que vinha um velhinho atrás com um andar muito vagaroso e, devido à minha educação, segurei a porta e esperei que o senhor chegasse e saísse sem se esforçar muito mais do que já se vinha a esforçar.

 Foi então que o misterioso senhor parou, ficou a olhar para mim e começou o seu discurso inquisidor: «Obrigada menina, que simpático da sua parte! (eu sorri e disse que não precisava de agradecer) A menina é tão misteriosa, como se chama a menina? (respondi o meu nome) Hum... E de que signo é? Esse olhos transmitem muita coisa... (disse que era gémeos e agradeci.) Eu sei que não se deve perguntar a uma senhora, mas a menina ainda é muito nova, que idade tem? (18 anos e fiz um largo sorriso, embora já um pouco cansada de tantas perguntas, tentando depois explicar que tinha mesmo que me ir embora...) A menina volta cá? Guarde o meu número, eu gostava muito de falar consigo um dia, eu estou sempre ali no café dentro, apareça um dia para falarmos. (A achar muito estranho e a ficar um pouco assustada, disse que tinha mesmo de ir) Posso despedir-me com dois beijinhos? Por favor, sexta feira apareça por volta desta hora naquele cafézito, para falarmos, pode ser? Promete?»
 Vim-me embora, depois de receber um beijinho na mão, visto que recusei os dois beijinhos, pensativa e assustada... E ainda me sinto assim. Como se precisasse mesmo de voltar a falar com o senhor para saber o que ele me quer, contudo, cheia de medo, pois a forma como o senhor se aproximou e me olhou nos olhos não foi nada normal!
 Bizarro? Não sei, mas que foi estranho, foi...

100 saber o que fazer.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015


 Estava a clicar em «Criar Nova Mensagem» para falar de uma dúvida que paira na minha cabeça quando reparei que esta é a centésima publicação que faço. E não podia vir mais a calhar, visto que é um número interessante e eu ia falar de um dos meus melhores amigos, ou do que ele também escreve!
 Assim, vou dedicar-lhe esta célebre publicação, afinal, de todos, ele deve ser dos que merecem mais a minha atenção, pois nunca tive amigo tão dedicado a mim! É das melhores pessoas que conheço, muito preocupado, mas sabe respeitar o nosso espaço, muito brincalhão, contudo, rapidamente sabe ser sério, muito simpático e atencioso, embora, facilmente me consiga dizer não ou contrariar. E eu adoro isto na amizade!

 Todavia, não é das suas características que vou falar, mas sim no facto de ele escrever poesia. A poesia dele é como música para os meus ouvidos, comida para o meu estômago, rapazes giros e inteligentes para os meus olhos. (Tive piada agora!) Realmente, há muito tempo que não conhecia ninguém que escrevesse tão bem quanto ele... O único problema é que ele tem vergonha do que escrever, por isso, nunca o publicou em nenhum jornal escolar, em nenhum blogue, e isso entristece-me, pois é muito potencial que se perde!
 A minha ideia era compilar alguns poemas e fazer um livrinho mini e oferecer-lhe. Ver se isso talvez lhe provocasse entusiasmo e alguma vontade de escrever mais! Que acham?
 E um brinde aos amigos, sejam eles 100, 50, 10, 5 ou apenas 1!

«Sair».

sábado, 10 de outubro de 2015

 Estou cansada desta ideia pré-concebida que as pessoas têm de que para sair é preciso fazer alguma coisa, como beber, ou fumar, ou ter um propósito pré definido.
 A sério minha gente, não pensem assim, de todo.
 Para mim, sair significa estar sentada com os meus amigos, contar a nossa semana uns aos outros, falar sobre assuntos diferenciados e dicuti-los civilmente, ficar acordados até altas horas a fazer nada e a dizer tudo, partilhar uma refeição ou simplesmente um café.
 Isto para mim é sinónimo de uma noite cheia de qualidade... fico mesmo triste que agora os jovens precisem de mais para ter alguma diversão, mesmo que esta seja temporária e um tanto imaginária!
 Espero ansiosamente o dia em que as coisas mudam.

Característica.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

 Podia muito bem falar de Matemática com este título, visto que agora, sempre que uso esta expressão, é de Álgebra que me lembro. *Característica de uma matriz: número de linhas não nulas dessa mesma matriz!* Estou a ficar obcecada...
 Contudo, não é disso que vou falar. De facto, vou falar de algo que não tem nada a ver com o concreto: uma característica da minha personalidade.
 Sou uma pessoa de riso fácil, e de sorriso ainda mais fácil. Sou mesmo alegre e facilmente me divirto, em qualquer circunstância. De qualquer das formas, isso não anula o facto de ser uma pessoa de lágrima rápida.

 Assim, quer seja raiva, quer seja tristeza, quer seja alegria, lá está ela a espreitar, sempre pronta a deixar-me nervosa. Mesmo que esteja apenas cansada ou bastante emocionada. Claro está que a seguir vêm as infinitas perguntas sobre o nosso bem-estar que nos põe no centro das atenções e não nos deixam nada à vontade!
 Portanto, embora isto queira dizer que ao menos eu tenho sentimentos e muitos, preferia não ter a lágrima no cantinho do olho sempre à espera da sua hora.
 Nada com que não se aprenda a lidar.

Dia de Eleições

domingo, 4 de outubro de 2015

 Chegou o tão esperado dia de muitos portugueses. O dia em que a nossa opinião por muito inútil que seja vale alguma coisa. Ou assim pensam os eleitores...
 Este foi o meu primeiro ano enquanto eleitora. Contudo, não me sinto mais realizada por poder fazer um X num quadradinho, pois, vistas as coisas do meu prisma, qualquer que seja o partido que vá governar o país, não vai fazer grande diferença em termos de decisões, tendo em conta que a situação em que estamos financeiramente é má para que quem quer que seja que ganhe faça alguma inovação em relação ao próximo! Infelizmente, há 4 anos o país estava a 15 dias de não conseguir pagar ordenados aos funcionários, estivemos quase na miséria se não tivéssemos aceite aquele dinheiro emprestado. Embora o país tenha saído daquele estado decadente, continua muito mal, e não creio que um partido consiga agir de maneira muito diferente do outro.
 É óbvio que esta situação me deixa um pouco em baixo, pois sinto que o meu voto não faz muita diferença agora que, finalmente, já posso exercer esse direito!
 De qualquer das formas, acredito mesmo que ninguém deve deixar de votar por causa de uma situação monetariamente má! Aliás, apoio que toda a gente saia de casa neste dia horrível e tempestoso e vá dobrar o papelinho em dois! Afinal, é um direito nosso e também um dever...