Uma história e um vício.

sábado, 31 de outubro de 2015

 Durante um cafézito com os meus amigos houve um momento em que apenas eu e a minha maior amiga estávamos sentadas à mesa e, como sempre, começámos a falar de tudo e de nada. Foi então que descobri que quase todos os tios do lado paterno dela morreram devido a um vício e às consequências que este acarreta!
 E refiro-me ao álcool. Álcool em excesso, álcool às escondidas, álcool a toda a hora, álcool mesmo quando o médico diz «chega».

 Assim, falava, obviamente, do cancro de fígado. Esse que, como outros, traz uma dor imensa para a pessoa e para os que o rodeiam.
 Pois é aqui que me questiono como é possível as pessoas deixarem-se chegar a esse ponto. É triste mesmo que a dependência seja tão grande que quando alguém aconselha a parar, simplesmente não se consegue.
 Questiono-me o que vêem estas pessoas na bebida, e noutras coisas semelhantes, que as faz depender daquilo para serem felizes. É como se conhecendo o mundo para que são levadas sob o efeito, não quisessem outra coisa. Será assim tão bom viver num mundo paralelo onde nada é real? Onde até os sentimentos são uma farsa? (Entenda-se que uma coisa é tomar uma cerveja numa saída à noite e aproveitá-la à beira dos amigos, outra é beber garrafas incontáveis por dia...)


 Preocupa-me isto, pois um dos hábitos dos tios dela era uma atitude muito portuguesa e perigosa: chegar a casa e ir para o café beber até se perder noção das horas!
 É uma situação tão delicada e provoca tanto sofrimento... Principalmente, porque era uma situação completamente evitável!

 Tenho receio destas coisas...

4 comentários:

  1. Na família tive a minha bisavó que morreu ainda quando as filhas eram pequeninas com uma cirrose... Por isso nenhuma delas cheira sequer um copo de vinho.
    Também não sei o que passa pela cabeça das pessoas para chegar a esse estado e espero nunca descobrir :/

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  2. Infelizmente sei o que é isso (não por experiência própria, mas sei), o álcool acaba por se tornar num vicio que se entrenha de tal forma no organismo que ao tentar evitá-lo acabamos por sentir falta dele. Se não beberem acabam por não se sentir bem, porque lá está, o organismo sente falta do que já se tornou numa dependência... Para ultrapassar isto é preciso muita, muita força de vontade!
    r: Eu por acaso não sabia, achei super curioso :)
    Obrigada minha querida! Somos duas, adorava poder ter festejado esta data, mas infelizmente ainda não foi desta! Talvez para o ano, quem sabe...

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  3. r: Partilho do mesmo! O máximo que podemos fazer é incentivar as pessoas a largar o vício e encaminhá-las para profissionais que possam ajudar nisso. O pior mesmo é quando essas pessoas são abandonadas pela própria família (já nem falo em amigos) pelo simples facto de estarem a passar mal e não terem paciência para "aturar"... Não estou a criticar de maneira alguma, sei perfeitamente que custa mas ninguém merece ser abandonado não é verdade?!
    Eu adoro fotografar e, desde o verão, que não o tenho feito! :(

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  4. Odeio álcool e tudo o que esteja relacionado com. Apesar de ter na família, que eu saiba, um caso assim apercebeu-se tarde demais.
    Ellen

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