Não era o último!

sábado, 31 de dezembro de 2016

 A verdade é que não podia deixar o ano passar em branco sem recordar os marcos que este teve. Não é que considere que o meu ano respira ar fresco na passagem de ano, porque, para mim, há uma nova etapa no aniversário a nível pessoal e no início do ano lectivo a nível profissional. De qualquer forma, 2016, em particular, foi muito marcante, foi um ano de muitos momentos bons, de muitas superações, de muitos desafios e conquistas.
 O ano em que a relação com a minha irmã ficou ainda mais forte. Passámos por tudo juntas, assistimos às conquistas uma da outra bem de perto e fizemos todo o tipo de parvoíces na companhia uma da outra, como não podia deixar de ser.

Será o último do ano?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

 Para me despedir deste ano da melhor forma com o meu blogue, trago-vos algo que escrevi ainda antes do Natal. Bem, não tive oportunidade de vos contar mais cedo, mas este ano, a conselho da Joana Limão, abracei um desafio para esperar o Natal de uma forma mais saudável e plena. Foi tudo ideia da Kris Oak que reuniu uma série de compromissos e desafios, desde ler um livro por meia hora ou não beber café ou evitar o telemóvel durante certos períodos a reduzir no açúcar e ter atenção ao nosso redor, para irmos fazendo e completando ao longo do mês de Dezembro, criando um grupo no Facebook onde partilhávamos as nossas experiências e colocávamos dúvidas, onde interagíamos de uma maneira muito simples e bonita.
 A determinado dia, um dos desafios era escrevermos 5 coisas que quiséssemos alcançar em 2017. Fi-lo e decidi mais tarde que o queria partilhar por aqui. E qual o dia mais indicado para isso além do penúltimo do ano? Assim, amanhã já me despedirei de 2016 com uma atitude mais focada nos meus objectivos.
Outro presente que recebi e que diz tudo.

Este é sobre Música...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

 ... mas não sobre alguma banda em específico. Aliás, é sobre listas de músicas e uma pessoa muito especial, acho que ela nem faz ideia de que estou a escrever esta publicação.
 A Inn é uma das pessoas mais especiais que a blogosfera me apresentou. Não só a sigo aqui, como também no Twitter e adoro a companhia que ela me faz sem sequer ter noção disso. É uma pessoa de coração puro e sincero, uma miúda doce e incrível que nos deixa sempre de olhos brilhantes com os seus magníficos textos. Já falei dela por aqui, se bem que sinto sempre que deixei alguma coisa por dizer, merece tanto mas tanto mais do que isto. Duvido que algum dia consiga verbalizar o que esta rapariga com as suas ternas palavras já me fez sentir!
 Porém, não é do blogue dela que vou falar, apesar de ser fantástico e ser merecedor de todos os holofotes...
 Venho mesmo falar-vos do canal spotify dela. Nem de propósito estou a escrever este texto com uma das suas selecções no fundo, a Instrumental Mood. Não me desapontando também neste aspecto, a Inn tem um gosto musical excelente.
 O canal dela é muito organizado, tem coletâneas para todos os momentos e as capas que a Inês escolhe para representar cada uma são mesmo bonitas, simples e originais. Uma das minhas favoritas é sem dúvida a Hot Chocolate Moment. Toda a harmonia desta playlist aconchega-me num abraço bem quente e com sabor a um chocolatinho bem quentinho.
 Assim, deixo-vos esta última sugestão antes do ano acabar, procurem, oiçam e sejam bem vindos a um mundo de paz e serenidade pleno.
 

Blogue e o Amigo Secreto!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

 Adoro iniciativas interessantes e interativas por estas bandas, acho que cria uma sensação de proximidade muito aconchegante e que nos faz conhecer outros cantinhos e pessoas. E isso tem um valor enorme. Aproveitar esta época festiva e feliz para divulgar ainda mais a simpatia e carinho por parte dos representantes de cada casinha da blogosfera é uma ideia de génio, mesmo!
 Este Natal, devemos um OBRIGADA gigante à Catarina, uma rapariga com um coração enorme e uma personalidade muito fofinha. Ela teve esta ideia fantástica de realizar uma troca de prendas e a cada um dos participantes calhou um blogue a quem tinham de corresponder e mandar um miminho.
 Bem, antes de vos mostrar o que me ofereceram, vou falar um pouco do que ofereci.
 Não sei se estarão familiarizados com a Miss Melfe, mas ela tem um cantinho amoroso e super bem pensado, é muito organizada e traz-nos sempre publicações incríveis e viciantes, no sentido em que voltamos constantemente ao blogue dela ver se há novidades. Certamente poderão ver com detalhe o que lhe ofereci, tendo em mente, desde já, que não foi nada do outro mundo, foi apenas um carinho e pensado com o coração.

Oh Oh Oh It's Christmas Time!

sábado, 24 de dezembro de 2016

Uma das melhores prendas que recebi!
 
 Finalmente, chegou o dia que muitos de nós esperamos de tão variadas formas, mas, ainda mais importante, chegaram os dois dias em que revemos família, aquecemos os corações com longas conversas e canecas de chá, aconchegamo-nos nas mantas e no abraço do amigo, familiar, observamos tudo com surpresa e admiração. É uma época linda da qual tento reproduzir o sentimento ao longo do ano. As pessoas têm todas um ar tão mais leve, tão mais puro, tão mais calmo. Quem me dera que todos os sorrisos se iluminassem no dia-a-dia como o meu se ilumina nesta altura.
 A todos os que estão desse lado, desejo um Natal bem repleto, bem cheio, bem feliz, rodeiem-se dos que realmente amam e dos que genuinamente gostam de vocês.
 Oiçam muitas músicas de Natal, vejam muitos filmes de animação!
 Um beijo gigante para todos!

Celebrações!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Foto da Missa Rorate à qual levei a minha mana!
 Como andam os preparativos para esta época tão bonita por esses lados?
 Vivo sempre esta altura com uma calma imensa e este ano não destoa disso. Apesar de haver pessoas cuja tradição envolvia que já não nos podem acompanhar tão vivamente, fazemos sempre questão de viver da melhor forma esta época tão especial.
 Como não podia deixar de ser, a minha irmã é a pessoa mais especial que tenho na minha vida, por isso, é com ela que gosto de partilhar todos os momentos e mais alguns de todos os dias e, em especial, deste período. É a minha almofada de todas as tristezas, o meu troféu de todas as conquistas, o meu sorriso de todas as alegrias, o meu saco de boxe de todas as frustrações, o meu peluche de todos os abraços e aconchegos, a minha companhia de todas as aventuras.
 Quando digo para se rodearem das melhores pessoas que têm, não precisam de ser cem, quinhentas ou mil. No meu caso chega-me uma para me sentir plenamente em casa, para sentir que o dia já valeu a pena, para sentir uma alegria exponencial. Provavelmente, não lho digo tantas vezes, mas esta época também tem este propósito: lembra-nos de agradecer diariamente às pessoas que fazem o nosso dia. Abracem-nos, sorriam-lhes, olhem-nos, cumprimentem-nos, falem com eles, mandem uma mensagem cheia de carinho. Façam-nos saber o quão especiais são. E celebrem-no neste espírito Natalício e fofinho.
 Espero que o vosso Natal seja uma alegria imensa.

Joanices da Joaninha #3

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

 Durante uma conversa com a querida Lyne, apercebi-me que nunca vos tinha contado um facto que eu considero mesmo interessante sobre mim.
 Não sei se sabem, mas estou a licenciar-me em Matemática, o que é um sonho de há já algum tempo, o que é também uma decisão que me levou alguns meses a tomar e algumas pessoas a contrariar. Sou muito feliz no meu curso, apesar deste ano ter passado por uma terrível desmotivação, que logo passou mal me apercebi que não poderia estar a fazer outra coisa. Aprecio cada aprendizagem, cada palavra, cada quadro, cada slide, cada teorema com uma expressão de admiração gigantesca. Adoro sentir que sei e responder, adoro sentir que não sei e ficar fascinada quando descubro. Sempre gostei de Matemática, passeava com a minha mãe e comentava as formas geométricas e estimava tudo e mais alguma coisa, raciocinava rapidamente, adorava ir às compras por causa da parte de receber o troco e verificar instantaneamente se estava certinho. Tive professores que me impressionaram e fizeram querer saber mais, por isso, aqui estou eu.
Sim, eu uso cadernos de linhas!

Aos 3 é de vez #4

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

 Há muito tempo que não escrevo nesta rubrica... Na verdade, há muito tempo que não escrevo no blogue e peço-vos desculpa. Embora tenha muito para dizer e, várias vezes ao dia, pense «tenho de partilhar isto com eles», o tempo anda imensamente escasso e parece que não chega para nada.
 Porém, aqui estou eu, tarde ou cedo, depende de vocês, e hoje escrevo-vos sobre três dos meus momentos favoritos do Natal.
 O Natal sempre foi uma época muito especial na minha vida, não por causa de toda a tradição de troca de presentes, mas sim pelo convívio, pelo aconchego, pelo cheiro, pelas sensações de uma forma geral. Em casa dos meus avós, tiram-se aquelas loiças delicadas e aqueles talheres lindíssimos, os copos que brilham como novos e já tão velhos, estendem-se mesas longas, com incontáveis cadeiras, porque chega sempre mais alguém para se sentar e conversar. Os miúdos falam, riem, sem preocupações, os adultos esquecem-se da azáfama dos empregos e divertem-se a pôr tudo em dia, os velhinhos observam tudo com um brilho nos olhos e nostalgia. É uma época lindíssima e cheia de significado.

História do Pensamento Matemático

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ansiosamente à espera de voltar a respirar de alívio, com tempo para tudo!
 É com muita alegria que digo que falta precisamente um dia para fechar a 1ª ronda de frequências e trabalhos. Amanhã, por esta hora, devo estar a sair da avaliação de História, talvez uma das minhas cadeiras favoritas do curso.
 Se alguém me dissesse no 9º ano que ia voltar a estudar história, eu pediria quase imediatamente que mudassem o rumo da minha vida. Na verdade, nunca apreciei muito a forma como esta disciplina, que tinha tudo para ser interessante, era leccionada. Assim, quando soube que ia ter História no curso, fiquei aterrorizada, com medo que aquelas aulas super entediantes a passar apresentações voltassem. Nada disso.
 Felizmente, esta cadeira está a surpreender-me imenso. Já vagueámos pela cabeça dos Egípcios, já navegámos os dois rios da Mesopotâmia e estamos a meio do fantástico passado Grego. Ver como coisas que tomávamos por garantido surgiram é extraordinário. Conhecer melhor o passado do que estudamos tão afincadamente no presente é incrível. Perceber as técnicas e as suas evoluções para que possamos progredir para um futuro brilhante é mesmo muito recompensador.
 Por tudo isto, espero mesmo que a frequência me corra bem. Além disso, estou a contar, depois desta, ter mais tempo para vir aqui divagar e finalmente contar-vos todas as aventuras da Amarelinha!

Quarto para dormir.

domingo, 20 de novembro de 2016

 Já em várias discussões com os meus amigos me apercebi que quase todos usam o quarto para dormir, comer, estudar, descontrair, receber amigos, tocar um instrumento, fazer exercício, etc. Usam o quarto para as mais variadas coisas, muitos têm até secretária, fazendo do quarto um mini escritório.
 Cá em casa isso nunca foi moda. De facto, usamos o quarto única e exclusivamente para dormir e vestir. Assim, a sala é o sítio onde passamos mais tempo, vendo filmes, recebendo visitar, estudando neste espaço. Tanto em casa da minha mãe, como do meu pai. Além disso, a cozinha serve também como local frequente, tanto para cozinhar, como para comer.
 E vocês? Como é em vossa casa?

Amarelinha #2

quinta-feira, 10 de novembro de 2016



 Voltei, mas a vontade de lá ficar era enorme. Na segunda, quando cheguei, senti logo falta da bicicleta que me acompanhou durante o fim-de-semana, senti falta do meu primo e das ruas de Amesterdão. Aquelas ruas cheias de história e maravilhas, cheias de segredos e repletas de magia. Cada canto, cada cheiro, cada cor deixa uma saudade enorme.

Joanices da Joaninha #2

terça-feira, 8 de novembro de 2016

 Batalhei durante anos com a minha mãe, pois ela estava convencida que eu fazia fita quando era para comer quivi, porém, a sensação de picos na garganta era mesmo verdadeira e não apenas desculpa para não comer esta fruta verdinha.

Amarelinha #1

sábado, 5 de novembro de 2016

 É verdade que não é a primeira viagem dela, mas é a primeira para outro país da Europa, quem estará mais entusiasmada? Eu ou ela?
 Estou mesmo quase a embarcar, só peço aos anjinhos que não seja necessário a Amarelinha ir para o porão. Eu não aguento essa angústia outra vez.
 Bom fim de semana para vocês!

Passadeiras

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

 Depois de ver este vídeo durante uma conversa com o meu pai, eu perguntei-lhe se nestes países não havia passadeiras... A resposta que obtive deixou-me a pensar, disse-me que em certos países por todo o mundo passadeiras não são comuns, uma vez que são sinal de uma população civilizada. Na altura, acenei e calei. Contudo, ainda hoje continuo a pensar nisto.
 A expressão «população civilizada» é extremamente irónica. É verdade que os países ditos civilizados têm poder legislativo, educativo e judicial, é verdade que há as regras de etiqueta, certas normas para socializar, é verdade que as pessoas estudam o código de estrada, é verdade que há livros de receitas, dicionários com explicações detalhadas, livros de instruções para pôr as coisas a funcionar, panfletos para explicar e resumir certos assunto. Porém, até que ponto tudo isto indica que somos uma população civilizada?

Calor

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Nhami nhami! (Já agora, este é o meu polegar no seu estado normal, e já faz 90º para trás, e consigo pô-lo assim seja qual for a posição da mão)
 Este Sol quentinho em finais de Outubro relembra-me que o dia de São Martinho está quase a chegar, consequentemente, as castanhas assadas em todos os cantos e ruas da cidade, em todas as casas, em todos os jantares de família. Que venha o quentiho, mas que venham principalmente as castanhas!

Sou uma sonhadora

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

 Aren't we all?
 Sonhamos de noite, sonhamos de dia, deixamos que a mente atravesse montanhas físicas e imaginárias, sorrimos a pensar, choramos a dormir, saltamos acordados. Desejamos isto, ansiamos aquilo... Sonhamos e não nos devemos esquecer de como o fazer!

Joanices da Joaninha #1

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

 Há sempre uma parte de nós que não gostamos particularmente de ver nas fotografias ou de fazer alusão. No meu caso são as mãos, não porque são feias, apenas porque nem sempre me sinto bem a exibi-las, muitas vezes a reacção não é positiva.

Obrigada Carol!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

 No seguimento deste magnífico post da Carol, sobre 2015 e o que o ano lhe trouxe, reflecti muito e identifiquei-me mais do que esperava. Aquando comentava, surgiram dentro de mim as minhas próprias aprendizagens no passado ano.
 Assim, introduzo esta publicação com o comentário que deixei no Thirteen.

Al Cacao

domingo, 9 de outubro de 2016

 Para os que me conhecem bem e aos meus gostos alimentares, é mais que sabido que sou louca por chocolate preto, principalmente acima dos 80%.
 Não aprecio chocolate de leite, nem branco, de TODO. Porém, chocolate preto é mesmo o meu pecado! Adoro o Lindt 99% e o 85%. O Kaoka 80% e o 90% do Equador. O meu de eleição no momento é da J.D.Gross de 81% da Arriba Superieur que tem um gosto muito muito muito especial, que se derrete na boca e faz delícias, que nos relembra aqueles doces decadentes das avós (que eu nem como, mas dos quais a sugestão é positiva), que nos sabe maravilhosamente misturado com o café.
 Contudo, a minha mais recente descoberta (verão do ano passado) foi algo que mistura o melhor de dois mundos: massa e cacau. (You did not see that coming!!)
 É verdade: andava eu a passear pelo Continente da Maia quando chego a esta parte cheia de produtos estranhos, diferentes e sensacionais. (E, sim, eu acho que ir ao Continente, Lidl, Jumbo, Pingo Doce, etc é passear.) Foi então que me deparei com esta massa magnífica, cuja precisa apenas de uma leve cozedura para ficar divinal. Fica especialmente maravilhosa com peixe grelhado, salteado ou com legumes apenas e pimenta!
 Uma sugestão diferente do normal e bem docinha e saborosa. Experimentem! 

Toxicidade, chega!

sábado, 1 de outubro de 2016

 Não é a primeira vez que abordo este tipo de assunto, já o fiz de outras formas, porém, tenho sentido a necessidade de voltar a escrever sobre isto.
 Não costumo desistir das pessoas. Sou o tipo de rapariga que dá oportunidade a toda a gente de revelar a sua personalidade sem julgar logo à partida, deixo-as mostrar-me do que são feitas, procurando sempre o coração quente e o olhar profundo. Acredito que toda a gente é boa, por muito más acções que cometam. Quando me desiludem ou me deixam muito mal, perdoo-as e dou-lhes uma tentativa para recomeçarem. E volto a acreditar, deposito mais uma vez a minha confiança na sua palavra.
Créditos: Power of Positivity

Diário de Uma Condutora #9

domingo, 25 de setembro de 2016

Este amarelo no meu carro futuro, por favor!

 Oiçam a voz de quem já tem a carta há mais de 7 meses (até parece que me dá muita credibilidade): Não passem mais de 2 semanas sem pegar num carro, pois, pode acontecer que ao voltar a conduzir se sintam inseguras e esse não é um sentimento nada bom para quem o quer fazer. Pratiquem muito.
 Já tenho saudades de o fazer, não vai passar desta semana.

24.09.2002

sábado, 24 de setembro de 2016

 Di,
 Tenho muita coisa para te dizer, poucas palavras para o fazer. Estás a crescer tão rápido que nem tenho tempo de dar por ela. Continuo a olhar para ti e a ver a bebé rechonchuda que um dia foste, alegre e muito delicada. Estaria a mentir se dissesse que não me lembro da felicidade que senti quando disseste «Mana» pela primeira vez, que não me lembro quando caminhaste na minha direcção, que não me lembro como estavas entusiasmada e ao mesmo tempo triste por me deixares e ires para a creche. Podia dizer que era demasiado nova para ter todas estas memórias, porém, és tu: o impacto que tiveste na minha vida foi demasiado grande para algum dia esquecer o quão melhor começaram a ser os meus dias depois de apareceres nas nossas vidas.

Aos 3 é de vez #3

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

 A 3ª publicação da rubrica que tem este número no nome não poderia deixar de ser super importante e diferente.
 Como sabem, a minha «Boadrasta» esteve grávida, dando vida a um menino muito muito muito bonito que me deixa completamente babada e que me fez perceber, pela segunda vez, o que é o verdadeiro amor (não esquecer que já tenho uma mana!!). Quase a fazer um mês, este miúdo tornou os nossos dias mais cheios, felizes, atarefados, inesperados,... É um pedacinho do céu, acredito eu, uma estrelinha que brilha para nos encher o coração a todos. Não bastava ele estar na minha vida, o meu pai faz ainda questão que ele me tenha a mim, uma simples rapariga que pouco sabe ou tem para dar, como Madrinha, para que possamos crescer juntos e apoiarmo-nos simultaneamente!
 O que vos pode estar a escapar, e é completamente normal, é o facto de a nossa diferença de idades ser de 19 anos (sim, eu vou ter 39 quando ele tiver 20). Contudo, esta diferença brutal de idades dá-me uma perspectiva diferente do que é ter um irmão e traz-me algumas situações caricatas. Eis, então, as 3 coisas que me marcaram mais com esta experiência novinha em folha:

Análise I

segunda-feira, 12 de setembro de 2016


 Faltam apenas 33 minutos para começar o 1º semestre do 2º ano da minha Licenciatura em Matemática, precisamente com Análise I. Que me corra tudo bem e, o que tiver de correr menos bem, que tenha tudo solução!

Mais um recomeço

domingo, 11 de setembro de 2016

 A vida tem isto de mágico: oferece-nos imensas oportunidades de recomeçarmos e revermos tudo o que faz efectivamente sentido para mantermos nas nossas caminhadas.
 Nesta última semana andei um pouco em baixo, o início deste ano lectivo aproximava-se e eu não sentia que estivesse pronta para ele a muitos níveis. Uma série de coisas estavam por resolver, esclarecer e limpar.
 Provavelmente, descarreguei um pouco esse sentimento no meu blogue, deixando de me sentir em casa e começando com uma estranha sensação de vazio. Além disso, irritava-me abrir o meu armário, ver roupa de há 7 anos que ainda usava e com a qual já não me identificava. Podia bem acabar aqui, porém, comecei a ver o material que tinha sobrado do ano passado e descobri mil e um folhas rabiscadas que não fazia sentido guardar.
 É verdade que as horas de sono todas trocadas, por causa das bodas de ouro dos meus avós, das noites brancas, dos almoços de família de dias inteiros, não devem ter ajudado em nada este meu sentimento, porém, tudo isto me deu aquele empurrão que precisava para mais um recomeço com sucesso. A vida é mesmo engraçada.
 

Aos 3 é de vez #2

domingo, 28 de agosto de 2016

 Infelizmente, o sítio onde se encaixa o carregador do meu computador estragou-se e logo numa altura em que a minha vontade de escrever anda bem elevada. Hoje consegui convencer a minha mãe a deixar-me usar o dela durante 2 horas e aproveitei para vos deixar algo escrito.
 Volto, então, com a rubrica que iniciei há pouco tempo e onde referi três escritoras fabulosas, porém, hoje o tema é diferente: revelo-vos as três coisas que mais gosto de fazer no Verão.

22.08.2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O despontar do sol, de um novo nascer.
 Este dia deixou de ser mais um dia no nosso calendário. A cegonha decidiu que estava na hora de deixar o presente e o meu irmão nasceu há cinco horas. Ainda estou em estado choque, sem reacção e sem qualquer tipo de palavras. A única coisa que posso dizer é mesmo que vou ser Madrinha, sou irmã outra vez, com 19 anos, mal posso esperar para o ver, aposto que é o miúdo mais bonito que alguma vez vou ver na minha vida.
 Que uma das viagens mais interessantes da minha vida comece! 


Todas as fotos que posto neste blogue são da minha autoria.
Por isso, pedia-vos que me informassem caso queiram alguma delas para uso próprio.
Alguém sabe como não perder a qualidade das fotos nas publicações?

Aos que mais amam.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

 Ontem, devido ao calor intenso proveniente do fumo dos incêndios, tive uma noite terrível, não parei um segundo de rebolar pela cama, dormi em intervalos de 30 minutos intercalados com horas acordada e, para melhorar a situação, tive pesadelos horríveis, pesadelos daqueles que nos fazem acordar sobressaltados e sem fôlego.
 Os pesadelos com monstros e figuras mágicas e fictícias já são uma constante, já não me assustam tanto como quando era uma catraia de 8 anos, já não me fazem acordar a chorar com medo do terrível indivíduo sobrenatural no armário ou debaixo da cama, já não me põem a correr de um lado para o outro para fugir aos possíveis ataques de uma figura transcendente.

A cidade Fantasma...

terça-feira, 9 de agosto de 2016

 ... porém, de visita obrigatória: Chaves.
 Ao fim de seis ou sete anos sem férias a sério com a minha mãe, este ano está a dar para usufruir de dias seguidos com ela e aproveitar para visitar e conhecer melhor o nosso país, mais concretamente, a zona NORTE.
 Este domingo decidimos que iríamos visitar esta cidade que fica a 1h40m de Braga se andarem com cuidado e optarem pela auto-estrada.
 Chegadas à cidade, achámo-la um pouco deserta, até assustadora, sinceramente, mas, rapidamente mudámos de ideias ao alcançar o centro da cidade. O meu queixo caiu face aos detalhes das ruas, com um aspecto mais rural, à organização das ruas, à cor dos prédios e dos jardins.

Aos 3 é de vez #1

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

 O número 3 está relacionado com a criação e a criatividade, por isso o escolho para esta rubrica. Pretendo com ela enaltecer as três coisas que no momento em que escrevo me apelam mais sobre variados assuntos.
 Senti necessidade de criar algo assim, uma vez que, já por várias vezes, tive vontade de escrever sobre determinado assunto e não sabia que detalhe escolher. Hoje começo com um tema que queria mesmo muito muito muito muito abordar: blogues que merecem luzes a toda a volta, merecem reconhecimento! Não os únicos, há outros de que gosto muito, mas estes serão os três iniciais, aqueles que, mal ligo o computador, vou ver se têm novidades, aqueles cujas escritoras têm características com que me identifico e assuntos interessantíssimos: OS blogues.
 A ordem pela qual os refiro é completamente aleatória e, com esta publicação, pretendo apenas que os vão visitar e que partilhem comigo o carinho que tenho por elas.

Aos 3 é de vez.

Por ti

quinta-feira, 28 de julho de 2016

 Até há pouco tempo o slogan da Nike não fazia grande sentido para mim: «Just do it». Como querem eles que nos metamos no que quer que seja sem ponderação? Fazia-me mesmo muita confusão, uma vez que sempre fui comedida e penso em tudo cinco ou seis vezes antes e tomar uma decisão...
 Contudo, a minha vida mudou completamente este ano que passou: a entrada na Universidade, a Praxe, o fazer parte da direcção do Núcleo de Estudantes, o meio-irmão que vem a caminho... Tive oportunidade de conhecer imensas pessoas novas e fazer coisas que nunca pensei fazer.
 Foi então que comecei a associar todas as coisas que tinha feito à expressão que está estampada em inúmeras camisolas, cartazes, panfletos, por aí em diante. Porém, houve UMA que me marcou absolutamente: a Patinagem Artística.

O Homem que viu o Infinito

quinta-feira, 21 de julho de 2016

 Dei por mim sem companhia para ir ver o filme que tanto me fazia comichão na barriga de ansiedade. Na verdade, soube pelo facebook do atractor que estava a oferecer bilhetes duplos e, embora não os tenha conseguido ganhar, decidi que não estava o filme no cinema sem eu o ver!
 Por isso, ontem, dei por mim a sair de casa para ir sozinha ao cinema e não me sinto nada mal com isso, pelo contrário, soube-me super bem e pude aproveitar tudo em silêncio e à minha maneira.

O Terror.

sábado, 16 de julho de 2016

 É inevitável não falar deste assunto. Não aguento mais um mundo assim...
 Ultimamente, tenho sido um espírito incrivelmente positivo, sempre com um sorriso na cara e bastante bem com a vida. Animo os sítios onde vou e sinto-me realizada a nível pessoal, académico e social.
 Contudo, quinta-feira fui extremamente abaixo com as notícias do atentado em Nice. Como é que é possível?
 É verdade que guerras e massacres acontecem todos os dias, não é mentira que muitos são silenciados e abafados pelos governos. Porém, os mais recentes têm gerado uma onda de insegurança inigualável.
 Ocorrem sem previsão alguma e não são aleatórios. Os autores destes incidentes decidem quando querem actuar e como querem fazê-lo, deixando o nosso futuro e bem estar completamente nas suas mãos. Não houve atentados durante o Euro 2016 porque eles assim o estabeleceram. Nós, enquanto cidadãos e entidades de segurança, não temos qualquer poder ou opinião sobre o que nos vai acontecer. Isso é indubitavelmente triste e preocupante. 
 Dois quilómetros a atropelar pessoas? Roupas, objectos e sapatos a voar? Sangue por todo o lado? O medo, o terror, a aflição e a agitação que se gerou é mórbida. Em que mundo estamos nós a viver? Onde vamos parar assim?

 Continuo a querer acreditar que há mais pessoas boas, com corações quentes e preocupadas do que pessoas que nem deviam ser consideradas humanas, pois, estes actos não têm qualquer carácter humano!
 Por agora, resta-nos continuar a lutar por um mundo melhor e para que isto se resolva...

Diário De Uma Condutora #8

quinta-feira, 14 de julho de 2016

 Já não me assusta conduzir sozinha na auto-estrada e levar a minha irmã à praia. Neste momento, prefiro fazer manobras e conduzir longas distâncias a estacionar.
 Sabe mesmo bem ter a confiança suficiente na minha condução para pegar nas chaves e divagar por aí!

Vocês têm conseguido ver as minhas publicações no feed do blogger!?

Mudar para melhor, talvez.

sábado, 9 de julho de 2016

 Aconselho aos mais sensíveis a preparem-se bastante bem para a visualização deste documentário... na verdade, algumas cenas mexeram bastante comigo, deixando-me até à beira de lágrimas e com o coração nas mãos.
 Há cerca de 3 anos, creio eu, a minha realidade foi completamente abalada pelos animais destas filmagens. Mudei totalmente a forma como encaro a comida e aquilo que ingiro.
 A «necessidade» de industrializar tudo e mais alguma coisa fez com que nem a indústria alimentar seja um «local» seguro. Os pedaços de carne que nos chegam à mesa resultam de uma jogada muiiiiito suja para encher os bolsos de notas de algumas entidades. Servem-nos químicos e carnes completamente modificadas. Chegarem ao ponto de criar galinhas, vacas, porcos, cabritos nestas condições é extremamente preocupante e crudelíssimo. O sofrimento a que são sujeitos não é só desumano da nossa parte, como também nada razoável.
 Além disso, há uma quantidade considerável de povo que se questiona porque ganha resistência a certos medicamentos ou porque estará tão doente e fraca... bem, aquilo que comemos, dita o que somos, segundo o provérbio... comendo esta quantidade abismal de químicos e carne completamente alterada, o nosso corpo cria mecanismos de defesa e aprende a lutar contra muitos dos químicos presentes nos bons comprimidos.
 Não deixei de comer carne por causa do passado que muitos de vós conhecem, porém, também não cessei a sua ingestão, pois, felizmente, os pais da minha Madrasta criam galinhas e coelhos, com imenso espaço, luz, conforto e felicidade. Embora me faça imensa impressão comer carne, porque não consigo parar na sua inocência, não pratico o vegetarianismo ou pescetarianismo devido há frequente aquisição da minha Madrasta destes animais.
 Todavia, já quase não toco em carne comprada em grandes supermercados ou em talhos que não sejam de confiança.
 Um animal que não tem espaço para crescer e cujo crescimento está a ser manipulado ao ponto de ficar com ossos atrofiados? NÃO, obrigada.

Só mais uma!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

 Vim só avisar-vos que o URL do meu blogue passou de avidadeumaalforreca para aduplafacedejoana. Como é óbvio, faz todo o sentido para mim ser assim!
 Já agora, logo vou dar-vos uma sugestão de um documentário que mudou muito a forma como encaro a alimentação!
 Beijinhos!!

Ando a precisar de mudanças...

sábado, 2 de julho de 2016

 Achei que seria engraçado começar esta mudança com um episódio peculiar que associo ao meu cantinho...

 Estava eu na Prainha, o melhor condomínio de férias no Algarve, onde o meu tio tem uma casa e costumo ir passar férias, quando a minha prima vem sobressaltada a correr em direcção a mim: «Prima, tenho medo, está uma alforreca no mar, e se ela me pica?»
 Curiosa como sou, fui logo ao mar para «dar um mergulho», indo, ao invés, em busca da tão temida alforreca. Andei cinco metros e dou de caras com uma criatura não maior do que 60 centímetros, estimo eu, super bonita, meia esbranquiçada, com uma cruz castanha na cabeça e tentáculos pequeninos e super fofinhos a dançar debaixo daquela cabecinha super querida. Fiquei talvez dez minutos a nadar à volta daquela misteriosa alforreca, observando cada movimento, a forma de nadar, de subir e descer e o medo que provocava aos restantes ocupantes da praia.

 Penso que foi durante esse tempo que cheguei à conclusão que precisava de tornar o blogue ainda mais pessoal. A verdade é que sempre adorei escrever e que, no início, este cantinho foi mesmo para desabafar numa altura difícil do meu crescimento. Todavia, agora já escrevo sobre todo o tipo de assuntos, pessoais e impessoais, por isso, sinto que o posso tornar ainda mais MEU.
 Chamámos Bolha à alforreca que vimos na Prainha... à Bolha um eterno obrigada por me ter ajudado a perceber que estou, de facto, mais saudável agora, mais feliz, com o coração mais cheio, por me ter feito compreender que está na altura de mudar algumas coisas na minha vida!
 - Bolha, o meu nome é Joana, tenho 19 anos e estudo Matemática!

Alforreca...

sexta-feira, 1 de julho de 2016


 Embora o nome continue a fazer todo o sentido para mim, estou a ponderar sair completamente do anonimato. Já é 50-50, tendo em conta que publico fotos minhas, porém, ainda falta oficializar as coisas. Aliás, algumas pessoas que me seguem já devem ter percebido quem sou e já me devem ter associado a muitas outras contas! Sinto que cada vez mais me sinto à vontade com as pessoas a ver o que escrevo e a associá-lo ao meu nome e cara... Quem sabe se até logo à noite as coisas não estão diferentes por aqui!?

Sair da zona de conforto.

terça-feira, 21 de junho de 2016

 Depois de um ano completamente fora do normal e quase a entrar de férias, já estaria se não tivesse de fazer duas provas complementares valorativas, tive o Jantar de Gala de Matemática, sendo este organizado pelo meu bloco.
 Contudo, não esperava que este jantar trouxesse mais uma oportunidade de fazer algo fora do normal. O meu lado vaidoso obrigou-me a ir ao cabeleireiro e, quando estava a esticar o cabelo, a Susy convidou-me para a auxiliar numa formação de cabelos de noiva enquanto «modelo».
 Primeiro, nem queria acreditar que me estava a convidar a mim, sou tão desastrada, nada feminina no que toca a cabelos, maquilhagem, unhas e afins... Por outro lado, nunca tinha feito nada assim por falta de confiança.
 Todavia, este ano foi marcado por novas experiências e aventuras intermináveis. Como não queria destoar do resto do ano, aceitei intuitivamente e sem pensar duas vezes.
 O resultado foi excelente, a experiência foi super engraçada e diferente. Senti-me mesmo muito bonita e adorei ajudar a Susy a dar a formação. Conheci 3 raparigas super simpáticas e acessíveis e ainda recebi produtos de cabelo mesmo geniais para este verão! Deixo-vos fotos com o resultado e um conselho:
 Atrevam-se. Saiam da vossa zona de conforto. Coisas maravilhosas acontecem. Vocês conseguem TUDO!

O Mar.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

 Sei que é um assunto recorrente neste meu cantinho, porém, espero que compreendam que o mar tem um significado transcendente para mim. O sossego e o desassossego, a plenitude e a turbilhão, o azul e o cinzento, o infinito e o sentir da onda...
 Ver as ondas a ir e a "voltar", a inconstância constante delas, será que vai chegar aqui?, será que me vai tocar na ponta do dedo?, será que vou ficar toda molhada?.
 A água fria que me congela os miolos quando faço pinos no mar, a areia que se arrasta com o abandonar de uma onda da praia, as algas que se enrolam nos nossos pés, que se entranham nos nossos cabelos, o engasgar com água salgada, o flutuar sem limite de tempo e ser levada pela ondulação, as gaivotas e a companhia sonora que fazem, as conchas e os búzios que coleccionamos.
 Tudo no mar é divinal, literalmente divino.
 Acompanhava o meu avô nos seus passeios diários à beira mar enquanto me relatava as suas aventuras, cada um com os seus sapatos ao ombro, calças arregaçadas, ou mesmo de calções, garrafinha de água na mão. Parávamos e ficávamos simplesmente a olhar o mar entre palavras e memórias. Essa vai ser sempre a imagem que guardarei do meu avô. Ele, eu e o imenso oceano. E o sorriso que aconchegava as nossas bochechas. Ninguém melhor que ele para compreender o meu amor ao mar.
 Ir ver o mar é algo que gosto de fazer. Pegar nas coisas, sair porta fora e ir ver o mar. Isso faz o meu dia. Se só o fizer uma vez no mês, sinto de qualquer das formas que o meu mês foi completo.
 Em jeito de celebração do 83º aniversário do meu avô, que já não se lembra do mar, vou vê-lo por ele. Daqui a dois dias, vou estar naquela praia, no nosso sítio, a sorrir e a agradecer a infância que me proporcionou. Obrigada avô!




 Quem sabe não vou até durante a semana ver outra vez o mar?

O Silêncio.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

 Quem me conhece sabe que o pior castigo que me podem dar é o silêncio. O cessar de palavras, o calar de olhares, o vazio de aconchegos e carinhos. Não me importo de o gritar como ponto fraco, pois é facto adquirido para maior parte das pessoas que familiariza comigo diariamente.
 É normal haver contratempos, zanguitas e aborrecimentos quando passamos muito tempo com as pessoas, odeio ver-me neste tipo de situações, tendo em conta que passo a sentir-me mini e sem forças nenhumas, porém, é inevitável acontecer de vez em quando.
 Contudo, fico extremamente desorientada e insegura assim que as pessoas recorrem ao Silêncio, sempre foi algo que me assustou. Porquê usar tal ferramenta para me penalizar? Sendo eu pessoa de sinceridade e opiniões directas, fico mesmo triste por usarem o silêncio como punição. 
 Tal arma faz-me moer e remoer no assunto, passar mil e uma vezes na minha mente a situação em que «errei» e tentar emendá-la conscientemente. Tal arma tira-me o sono, deixa-me nervosa, ansiosa e irrequieta. Passo a duvidar de tudo e todos. Será que a pessoa silenciada comentou alguma coisa sobre o assunto com alguém? Quando vai a pessoa silenciada retomar a conversa comigo? Estarão as coisas resolvidas quando a pessoa silenciada quebra o silêncio?
 Nunca achei que o silêncio fosse uma boa forma de resolver os problemas, uma vez que não nos permite o debate do assunto, nem perceber onde reside o ponto fulcral de todo o devaneio.
 Quando era pequenita vi a minha tia castigar o meu primo pondo-o num quarto com as luzes desligadas, persianas fechadas, longe de tudo quanto era livros, rádios e televisões... A minha mãe tentou o mesmo comigo. Após 5 minutos naquele escritório, comecei a atrofiar. Nem os passarinhos conseguia ouvir. Qual é a piada do Silêncio?
 Em vez de resolver as coisas, afasta as pessoas, prolonga os problemas, gera mais confusões e discussões, elimina momentos... Prefiro mil vezes que me digam onde acham que errei, onde agi mal. Assim, podemos juntos encontrar solução para a situação. Aliás, muitas vezes, assim que se fala das coisas, descobre-se que, afinal, não havia coisa nenhuma a resolver.
 Por isso, vamos, por favor, falar das coisas, encará-las de frente, resolvê-las sem medos!
 Pelo menos comigo.
 Não gosto de Silêncio, acho que nunca vou gostar. Desculpa, Silêncio!

(Não confundir com o silêncio de meditação!!!!!)

Das relações pessoais.

terça-feira, 10 de maio de 2016

 Já tive amigos que me faziam sentir presa a eles, «amigos» que não me permitiam opinião pessoal e nunca participavam nas actividades que eu queria. Pessoas que não entendem um não, pensam que tem de ser tudo à medida delas e que não sabem ouvir os outros ou respeitar o seu espaço. «Amigos» que apenas me queriam para os seguir, porém, se eu me ia divertir com outras pessoas sem lhes dizer, ficavam chateados e estragavam-me a tarde ou a noite.
 Não acho isto justo. Todos nós temos uma vida própria e o nosso dia é feito com aqueles que estão no momento connosco. A minha mãe diz constantemente que a vida se está a passar agora. Não é com aquela pessoa que está constantemente a ligar, não é com aqueles que querem tudo à maneira deles. A vida está a acontecer aqui e agora. Preenchida de momentos com as pessoas que estão connosco. Dançando com eles, falando com eles, rindo com eles, ou até a almoçar ou jantar.
 Pessoas que não respeitam o meu espaço pessoal e que sentem até um ciúme doentio por estar com outro grupo de pessoas deixam-me muito desiludidas. Eu estar aqui e agora com certas pessoas, a divertir-me com elas, não quer dizer que vá deixar de me divertir com as outras ou vá deixar de gostar delas. Essa separação tem de ser bem feita.
 Já deixei que me estragassem vários momentos por causa destas situações chatas. Agora não deixo mais, se estou com pessoas de que gosto, se sei que me vou divertir, se o dia promete, vou deixar que alguém que não está presente me estrague a vida que passa num instante?

Já deixei sinais de vida, agora vou jantar com a família de praxe,
logo a seguir, ENTERRO, celebrar com os meus!!!

Ophelia

sábado, 30 de abril de 2016

 Acreditem ou não, ouvi esta música hoje pela primeira vez! Mais vale tarde do que nunca... Sempre desejei vê-los ao vivo, são uma banda muito calma, feliz e descontraída.

 Assim como esta música: alegre, envolvente e com uma letra bastante bonita, principalmente para os que estão apaixonados, creio eu!
 Por isso, deixo-vos o vídeo e apenas vos peço que aproveitem bem a melodia e a letra.

Nervosismo... Como lidar?

quarta-feira, 27 de abril de 2016

 Sou uma pessoa extremamente nervosa... Vivo as coisas sempre a trezentos à hora, tremo por tudo quanto é lado, choro quando atinjo um pico muito alto de nervosismo. Além disso, a minha mãe queixa-se constantemente que contagio as pessoas à minha volta com o meu mau-estar e que, muitas vezes, ficam nervosas comigo.
 Tento, todos os dias, mudar esse aspecto em mim, embora não seja nada fácil. Nas semanas que não mais preenchidas e tenho mais coisas a mudar-me a rotina, faço na minha cabeça mil e um filmes de forma a organizar-me da melhor forma, isto com 5/6 dias de antecedência.
 Claro está que já não é primeira vez que vivo um nervosismo intenso e, chegada a altura temida, passa tudo tranquilamente. Por isso, ultimamente, tenho tentado controlar o nervosismo de variadas formas...

  1. Nos dias antes ao que receio, vou cedo para a cama, para que o meu corpo possa relaxar tempo suficiente, mesmo que demore a adormecer ou até acorde a meio da noite... ir cedo para a cama é importante para o meu nervosismo, pois o corpo tem mais tempo para descomprimir;
  2. Bebo chá, que cliché dizem vocês, mas a verdade é que o chá faz mesmo muito bem ao nosso organismo. Fico exponencialmente mais calma e feliz;
  3. Saio à rua, nem que por 20 minutos, para dar uma corridinha, pois acredito mesmo que o exercício faz bem à alma e, corpo exercitado, mente mais descansada;
  4. Estou com pessoas que gosto, mesmo que tenha que estudar muito muito muito, arranjo sempre tempo, antes da altura stressante, para estar com as pessoas que me são chegadas. Rodeio-me de pessoas que me fazem bem, egoísta ou não, isto é um excelente conselho;
  5. Oiço MUITA música. Penso que este é perceptível para toda a gente. Música é o melhor calmante;
  6. Como bem, saudável e nutro o meu corpo, já por várias vezes o meu corpo me falhou nestas alturas, pois não compensava as energias que gastava com o nervosismo. Por isso, agora, tenho o cuidado de fazer uma alimentação o mais equilibrada possível, principalmente nestas alturas, para que o meu ser aguente toda a pressão que lhe vou fazer!
 Não sou nenhuma conhecedora nesta área, estou em Matemática (façam as contas!!!!), contudo, é assim que trato de mim... Estou também sempre à procura de novas formas de aprender a estar melhor comigo.
 Há alturas da vida em que precisamos mesmo de espairecer o máximo possível e pensar pouco. É assim que tento afastar-me do meu ser nervoso.

E agora vou embora. Hoje vai ser um dia bem longo!

Do Traje.

sexta-feira, 22 de abril de 2016


 «Lá está ela... Que chata! Sempre a falar do mesmo.» Creio ser isso que vos está a passar pela cabeça neste momento. Mas, sinceramente, se não falar disto, sinto que o meu coração vai explodir de emoção!
 Já ouvira tantas versões de como era trajar pela primeira vez, já sentira o orgulho de muita gente, já vira a cara de felicidade de muitas pessoas que me são chegadas, porém, a minha vez nunca mais chegava.
 É engraçado como as coisas mudam em tão pouco tempo. É curioso como esta semana, que me assustava tanto, acabou por ser uma turbilhão de sentimentos, emoções, lágrimas, sorrisos e memórias.
 Ontem, quinta-feira, dia 21 de Abril, fui comprar o traje. A loja é pequenina, cheia de coisas relativas ao traje por todo o lado, cerca de 6 pessoas a atender, montanhas de caixas de sapatos, emblemas em todas as paredes, máquinas de costura, alvoroço... Contudo, esta mesma loja tem agora, para mim, um significado inexplicável.
 Entrei no provador sem saber muito bem como se ia proceder tudo. Experimentei todos os números que andariam à volta do meu na saia e no casaco, até que acertei e, só isso, foi meio caminho andado para começar a sorrir feita parva. Calcei os sapatos e pensei como seria possível gostar tanto de uns sapatos que em nada são a minha cara!
 Foi então que chegaram as duas peças que tiveram mais peso na minha reacção ao trajar. A capa, pesada, preta, cheia de valor sobre os meus ombros, o apertar desta e o conforto à volta de todo o preto que já envergava. Todavia, o que realmente despertou em mim todas as sensações foi o colocar do tricórnio, assim que este encaixou perfeitamente na minha cabeça senti-me inundada por uma felicidade extrema, um orgulho enorme. Ali estava eu, com as minhas amigas a presenciar aquele momento, a partilhar a emoção com elas,... a receber conselhos de quem o envergou tão bem durante o ano. Estaria a mentir se dissesse que o meu lado mais sensível não foi desperto, por isso, vos confesso que as lágrimas me chegaram rapidamente aos olhos e o sorriso me rasgou as bochechas.
 O que mais desejo é envergá-lo sempre da melhor maneira, deixar orgulhoso quem me acompanhou durante este ano, caloiros e praxantes, e sentir sempre esta felicidade!
 A emoção, felicidade e ternura que senti ontem gritava-a ao mundo inteiro.

Já agora, feliz dia da Terra!!!!

O (quase) pedido...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

 Terça-feira! Finalmente! Vai ser o dia!
 Será que é assim tão notório pelo uso extremo de pontos de exclamação como estou feliz?
 Pois, é verdade, daqui a precisamente 5 dias e 7 horas vou fazer o pedido de apadrinhamento de praxe. E não podia estar mais feliz.
 Digo finalmente, pois era suposto tal acontecimento suceder há 1 mês. Contudo, houve alguns percalços nessa noite e teve de ser tudo (muitooooooooo, diga-se de passagem) adiado.
 Bem, o que aconteceu teve de acontecer e, neste momento, já está bem guardadinho no passado. O que realmente interessa é que está para chegar o momento em que finalmente vou poder dizer tudo o que sinto ao maravilhoso praxante. É, de facto, uma das pessoas com quem mais me identifiquei nos meus quase (e quase mesmo) 19 anos de vida. Na verdade, no curto espaço de tempo que foi «a praxe», o doutor ajudou-me quando precisei, foi sincero comigo quando teve de o ser, animou um bloco inteiro em dias de chuva torrencial, incentivou-me a estudar mais e inspirou-me para ser melhor do que eu imaginava poder ser no curso que gosto.
 Não é apenas praxe, e acho que é isto que as pessoas não compreendem... Nos momentos em que estávamos caloiros e praxantes foram criados laços inimagináveis, super aleatórios e inesquecíveis, gerados momentos que vão servir para risota conjunta e lágrimas agarradas. A minha escolha estava feita na segunda ou terceira praxe. Desde o início que soube que queria ser assim, queria seguir o seu exemplo, no curso, com boas notas e desempenho excelente, e na praxe, saber ouvir, ser praxado e praxar, eventualmente.
 As palavras que nos disse ecoam constantemente na minha cabeça, mas essas guardo para mim. Sei que a minha escolha é a mais acertada. Só espero ansiosamente o momento em que dirá que sim! Isso SIM vai ser demais. (se aceitar, está claro).
 Por isso, está quase a chegar e já está tudo planeado. Oh meu deus! TERÇA-FEIRA!

6/4 #2

quarta-feira, 6 de abril de 2016

 Hoje é outra vez o teu dia, porque no fundo é apenas isso. O dia em que toda a gente, mesmo aqueles que nada te querem durante o ano, se lembra de ti, te manda um beijinho, te dá um abraço. O dia para ti. Tendo em conta que só vamos estar juntas à noite, no que depender de mim, a tua noite, o nosso jantar e sossego vão ser, mais uma vez, para recordar.
 A idade nada diz sobre ti mãe, és tão formidável, a idade é só um número! Já imaginaste? Se o calendário fosse organizado de outra forma até podias ter 100 ou, apenas, 10.
 Tudo o que escrevi o ano passado mantém-se exactamente igual, até podia ser eternizado esse texto.
 Gosto tanto de ti que até dói.
 Sei que olhas para mim e sofres por dentro, com medo de, como a minha avó, partir cedo demais e não acompanhares cada passo do meu percurso, mas não te preocupes, aproveita bem enquanto estamos juntas, as três.
 Celebra, sorri, abraça. E, lembra-te sempre como eu gosto de ti.

Há vida!

domingo, 3 de abril de 2016

 Eu sei, ando mesmo afastada... O meu cantinho parece abandonado e não sabem de mim há eternidades. Peço desculpa! Tem sido complicado, mas rapidamente vos ponho ao corrente de tudo e percebem a minha ausência.
 Passadas precisamente duas semanas de fazer e passar no exame de condução o meu pai voltou da Noruega com uma notícia que deixou uma felicidade muito grande no meu coração e no da minha irmã. A minha madrasta está GRÁVIDA! Como é óbvio, as nossas semanas começaram a ser bastante preenchidas, para trás e para a frente a tratar de numeradas coisas para o meu mano.
 Pensei que não poderia ficar mais ocupada e com o tempo mais reduzido do que isto. (o grande curso), o estudo, e tantas outras coisas, não pensei que fosse possível arranjar mais alguma coisa para me preencher o tempo... Pois não estava à espera do que aí vinha.
Bem, entre a praxe, o núcleo, a patinagem, o bebé novo, o CURSO
 A minha madrasta quer imenso que eu, EU, seja Madrinha do bebé!!!!
 Ora bem, é óbvio que aceitei, não só o papel, como também o carinho que o envolve.

 Eis a minha questão de hoje e que vou aprofundar noutro dia: Para ser madrinha tenho de ter o crisma... E eu tenho receio de não estar preparada religiosamente para ele, principalmente porque há muitas coisas na igreja e na religião com que não concordo!
 Estou com muitas dúvidas, contudo, não queria mesmo desiludir a mulher do meu papi... (ok, também não quero desiludir o meu papi!)


 E por aí, como vão as coisas?