Exames: Sim ou Não?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

 Não me lembro do sistema educativo organizado de outra forma. Desde pequenina que fui avaliada no final de cada ciclo. Tive provas de aferição, teste intermédios e exames, além dos testes periódicos de cada disciplina.
 Fiz provas de aferição no 4º ano, tive exames no 6º e 9º anos, respondi aos testes intermédios de 8º e 9º. Além disso, tive testes intermédios no 10º, 11º e 12º e ainda exames no 11º e 12º. Os meus pais sabem perfeitamente que sou a favor destas formas de avaliação, mesmo que fique nervosa e ansiosa.
 Quanto aos testes intermédios e provas de aferição acho que são uma excelente iniciativa. Assim, os professores podem ter uma melhor noção da situação em que os seus alunos se encontram e direccionar as suas aulas para isso.
 De certa forma, a notícia que tanta polémica está a fazer, mais uma vez, gira à volta de coisas que sempre houve. As ditas provas de aferição que vão agora ser aplicadas no 8º ano já existiam, só que na forma de testes intermédios. Aliás, nem sei porque se queixam... Os meus testes intermédios contavam para a avaliação contínua e as provas de aferição são apenas para AFERIR os conhecimentos dos estudantes e prepará-los para o ambiente de exame que vão ter de vivenciar no ano seguinte.
 
 O que eu acho realmente vergonhoso, no meio disto tudo, é o facto de, em 15 anos, a lei, na educação, ter mudado mais de 22 vezes. Isto não confere qualquer tipo de estabilidade na população e nas suas cabeças. As pessoas vêem as notícias e pensam que os políticos não fazem a mínima ideia do que estão a fazer, pois estão sempre a mudar de ideias. Há formas de avaliação que são objectivas e eficazes.
 Já para não falar na avaliação dos docentes... as leias quanto a esta é que são exageradamente ridículas. Mas isso fica para outro dia!

15 comentários:

  1. Eu sou totalmente a favor. Claro que, quando tinha que os fazer, não gostava nada. Mas desta forma os alunos são todos avaliados de igual forma. Não há cá testes mais fáceis nem mais difíceis.

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  2. Falar em educação é o meu calcanhar de aquiles... é certinho que quando falam ou publicam algo sobre isso, eu vou estar lá para dar a minha opinião! Posso dizer que, por mim, todos os anos teriam uma prova de aferição (talvez excluisse o primeiro ano, porque pronto), com exceção do 9º que teria o exame, claro. É uma forma de controlar alunos e professores, de ter um certo objetivo, de os alunos serem obrigados a saber a matéria do ano inteiro e não apenas ir esquecendo. Agora, implementar provas de aferição a meio de um ano letivo? Estupidez e só mesmo de quem não tem nada naquela cabeça, mas enfim, isso é outra história. Quanto a avaliação de professores, sou completamente de acordo que se façam exames (sobre aquilo que o professor leciona e sobre o saber estar numa sala de aula, e não exames como foram feitos, claro) e acho que não só se deveriam manter como deviam ser feitos por todos os professores, e não só por aqueles que nem sequer conseguem entrar na carreira.

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  3. Eu sou a favor dos exames. É uma maneira de sermos todos postos à prova de forma igual, não havendo injustiças na maneira como somos avaliados.

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  4. Ando meio a leste, sei das provas de aferição porque a minha irmã está a fazer o 8ºAno e contou-me mas não sei de polémica nenhuma xD
    Eu acho que os exames são bons na medida em que somos todos avaliados da mesma forma. E se os exames existem não há nada melhor que preparar os alunos para esse ambiente que é efetivamente o que os testes intermédios e provas de aferição fazem.

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    1. r: Muito Obrigada Alforreca! Tens toda a razão xD Até podem criar uma lei (ou outra coisa qualquer) espetacular que beneficie toda a gente mas há sempre um macaquinho a dizer que é uma péssima ideia xD

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    2. r: Sim :) Aproveitei fui a um jantar de aniversário e ainda fui ao cinema :) Soube a pato ahah!

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  5. Ainda no outro dia estava a falar disto com o meu pai e cheguei à conclusão de que o problema não são propriamente os exames, que na minha opinião se devem fazer. O problema passa por a maior parte dos professores fazer dos mesmos um bicho de sete cabeças. Óbvio que é importante e convém estarmos preparados, mas estar sempre a mencioná-los só cria uma preocupação excessiva e muitas vezes desnecessária.

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  6. O problema é o estilo de exame e é os meios para se os fazerem as escolhas não tem recursos para o que o ministério pede. Um professor durante dias de prova, secretariado de exames e tudo mais trabalha imenso e recebe 0 por isso. Quando tem mais horas, e especialmente responsabilidade.

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  7. Eu também tive que fazer os exames e tenho que fazer este ano ( estou no 12º) , é verdade uma pessoa fica ansiosa preocupada, diz mil e um nomes feios por causa de ter exame, mas isso só nos faz controlar e organizar o tempo de estudo e habituarmo-nos para o futuro para ser mais fácil e também faz com que os professores saibam os nossos conhecimentos e duvidas. Não concordo em fazer no 2º ano como já falaram porque acho que são demasiado novos, mas a partir do 4º acho bem pois!

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  8. R: Ohh que querida. Obrigada :)
    Neste momento estou bem melhor, mas já sofri bastante por ele. Ainda assim eu não mudava nada. Foi isso que me fez crescer e chegar onde cheguei.

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  9. Como é que isso te correu, de arrancar os ferros do aparelho com as próprias mãos? Ensina-me que a mim pode ser que me corra melhor, estou desesperadaaaa!

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  10. Finalmente alguém que não é contra os exames. Eu também fiz imensos, mais provas de aferição, testes intermédios, provais globais a todas as cadeiras com exames nacionais no mesmo ano, e não morri.
    Aliás, tudo isso me preparou para enfrentar a faculdade. Chegar a esta fase da vida sem nunca ter sentido a pressão de um exame, isso sim é de fugir!
    E, para fizer a verdade, os exames nacionais são algo justo. Pois toda a gente faz o mesmo exame, não há cá favorecimentos nem chumbos propositados.
    É a minha opinião :)

    um beijinho*
    Dreams and Lemonade

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  11. O problema é mesmo esse, não sabem o que fazer, ficam a alterar as leis vezes e vezes sem conta. As pessoas acabam por não entender nada. Coisas tão simples mas eles têm de complicar!

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