Das mortes e das lamentações.

terça-feira, 15 de março de 2016

 Estou um pouco cansada dos comentários que se geram à volta da morte de alguém, tendo como exemplo mais recente o célebre Nicolau Breyner.
 Eu acho perfeitamente normal que uma pessoa não esteja constantemente a dizer que gosta do trabalho de fulano ou beltrano. Considero ainda mais natural que quando esse fulano morre, as pessoas deixem uma mensagem em memória desse fulano.
 Outro exemplo recente é o David Bowie. Óbvio que os fãs à volta de todo o mundo o recordaram quando este morreu, deixaram mensagens por tudo quanto eram redes sociais e fizeram memoriais. Dar valor depois de uma pessoa morrer não significa não lho dar enquanto viva.
 Mau era se todos os dias enumerávamos os artistas de todas as categorias de que gostamos. Já viram no que se transformariam as redes sociais, os cadernos e as conversas? «Ai, eu cá gosto de x, y, z, w, u, v, etc». Que valente seca!!!

 O que não acho tão normal e completamente desnecessário é sempre que alguém morre e as pessoas partilham os seus sentimentos e lamentos, outras pessoas comentem que só são lembrados os artistas quando morrem.
 Eh pá. Esses comentários além de descabidos e maliciosos, são uma perda de tempo e, a meu ver, poluição nas redes sociais.
 Uma pergunta para as pessoas que, em vez de expressarem a sua tristeza, insultam os outros: Ganham alguma coisa a fazê-lo?
 Deixem cada um expressar a sua dor da maneira que melhor lhe convier.
 E só digo isto uma vez, para não gastar muito cyber espaço com estes seres humanos. 

E um minuto de silêncio em homenagem ao incrível Nicolau Breyner!...

2 comentários:

  1. Tens toda a razão Alforreca! E esse comentário nunca valha sempre que isto acontece!

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  2. Concordo inteiramente contigo. Cada um é livre de expressar-se, quando quiser e se quiser.

    Beijinhos,
    The Lost Louboutin Blog

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