Reflexão: Remember Me

domingo, 15 de janeiro de 2017

 Este é principalmente para os que já viram o filme, talvez fale do final e, se ainda não viram, convém que não leiam, para que o factor UAU esteja presente quando tiverem oportunidade de ver.
 Vi o filme no Domingo e fiquei lavada em lágrimas, eu também sou uma florzinha de campo nestes aspectos, mas não interessa. O filme tem uma enorme reviravolta no final que me deixou simplesmente boquiaberta e lições muito bem pensadas e fundamentadas.
 Como já referi em textos anteriores, passamos muito tempo distraídos ou pouco atentos com o que se passa à nossa volta, não damos o valor merecido às pessoas que tanto amamos ou dizemos amar, porém, não fazemos ideia de qual será a última vez que vamos ver alguém, valerá assim tanto a pena guardar rancor às nossas pessoas?
 O Tyler (personagem representada por Robert Pattinson) viveu anos zangado com o pai e a desvalorizá-lo constantemente, até entendo um pouco que estivesse triste pela «ausência aparente», porém, passou tanto tempo enervado que, quando as coisas estavam a começar a ficar bem, ele não as pôde aproveitar, por ser vítima no atentado às Torres Gémeas.
 Aqui é que reside o facto caricato. O Tyler vivia o dia-a-dia normalmente, ia buscar a mana mais nova à escola - era o ídolo dela -, andava de um lado para o outro de bicicleta, tentava descobrir o que fazer da vida, dividia a casa com um amigo super maluco e encontrara a rapariga que sabia amar com todas as forças. Estava confiante de que ia viver muitos e doces anos. Enquanto que a namorada, Ally, comia a sobremesa primeiro, porque podia ser atingida por um meteoro e morrer sem ter comido a coisa que mais gostava; vivia assim, estudava e levava uma vida dedicada, porém, sempre a antecipar a morte; nunca andava de metro, devido ao assassinato da mãe num e por achar ser um local perigoso.
 E eis a reflexão que fiz: podemos morrer em qualquer lado, a qualquer hora. O Tyler estava a recompor a vida pessoal, amorosa e académica quando é vítima de um dos mais trágicos atentados nos Estados Unidos, quando a sua irmã é que era vítima de bullying e a sua namorada é que vivia com um certo receio.
 Não estamos safos, e esta conclusão, por muito dolorosa que seja, é absoluta.
 Estou constantemente a apelar a que digam aos vossos que os amam, porém, não vou deixar de o fazer. Façam para que todos os segundos que vocês controlam sejam calmos, felizes e plenos. Façam por os aproveitar e saborear da melhor maneira possível. Abracem, amem, riam, dediquem tempo, convivam muito. Assim, saberão que, quer seja a vossa vez, quer seja de um ente amado, fizeram o que deviam ter feito.
 Beijo enorme. 

6 comentários:

  1. Quero muito ver mas não vou ler o que escreveste porque quero que seja surpresa!

    ResponderEliminar
  2. Ai fiquei com muita vontade de ver o filme! Parece ser mesmo o estilo que gosto :)
    Kiss, Mariana Dezolt
    Messy Hair, Don’t Care

    ResponderEliminar
  3. Eu vi este filme esta semana também (coincidência?) e o final deixou-me tão abananada que nem sei. De facto foi um soco da realidade e um lembrete de que não devemos deixar nada por fazer!

    With love, Miss Melfe

    ResponderEliminar
  4. Olá! Já vi este filme e está com uma argumentação muito boa, também sou como tu acho que todos nós devemos dizer que amamos sem ter medo.
    *já sigo o blog
    http://retromaggie.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  5. Awww chorei baba e ranho neste filme!

    ResponderEliminar