A Tempestade

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017


Eu realmente adoro a natureza: a mão da minha mana e a minha!
 Há duas semanas, mais ou menos, o nosso país foi assaltado por uma tempestade enorme... árvores voaram, tectos caíram, luzes fundiram, inúmeros curtos circuitos foram noticiados. As pessoas andavam aterrorizadas, assustadas e refugiavam-se no conforto das suas casas, junto dos que mais amavam com medo de serem vítimas de algum tipo de acidente. Realmente, esta é a única parte que não gosto nos temporais: os estragos físicos, psicológicos, estéticos, etc. Efectivamente, não é a primeira vez que somos "vítimas" destas má disposições da Natureza e todos sabemos que, posteriormente, são investidos milhares de euros para restituir a ordem e a paz nos estragos feitos, para realojar pessoas que ficaram sem nada, para replantar as árvores que voaram... Nem é pelo dinheiro que se gasta, mas sim pelo facto de ser algo que podia ser desnecessário se a Natureza não se zangasse connosco.
 Todavia, apesar de me aclamar uma pessoa dada ao Verão e a climas quentes, adoro tempestades: os gritos dos trovões, a luz dos relâmpagos, o assobio do vento que corre maratonas, as pingas agrestes da chuva a pisarem os terrenos com toda a força, a aleatoriedade dos elementos da Natureza. Adoro poder estar em casa, enrolada nas mantas a fazer maratonas de filmes, séries ou livros, a beber chá ou simplesmente agarradinha à minha mãe. Nem de propósito O Livro do Hygge refere que se torna um ambiente muito mais hyggelig quando há uma tempestade lá fora e eu não podia estar mais de acordo, principalmente, assim que falha a luz: acendem-se velas e o ar não podia ser mais acolhedor!
Ela faz-me rir como ninguém.
 De qualquer forma, ainda não vos disse qual é a minha parte favorita destes temporais... sendo eu uma apaixonada por estas sensações, a minha irmã é o oposto - vive com medo de trovões e relâmpagos - aliás, quando era pequena, chegava mesmo a pôr-se debaixo das mesas assustada. Assim, desde há muito tempo que, nestas alturas, durante a noite, ela procura o meu carinho, a minha protecção e retorna-se a bebé, que um dia foi, nos meus braços a lutar por se sentir bem. «Adoro quando me proteges, me tapas os ouvidos e me fazes festinhas... deixa de ser tão assustador!».

8 comentários:

  1. Gostei imenso!!
    Beijinhos
    http://eyeelement.blogspot.com/

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  2. Neste aspecto identifico-me com a tua irmã. Quando era pequenina tinha imenso medo de trovoada.

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  3. R: O teu comentário deixou-me super feliz!! Obrigada, Joaninha! ♥️

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  4. Tu e a tua irmã são tão queridas, adoro!

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  5. Eu adoro estar em casa, mas morro de medo de tempestades....
    Bela foto...

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  6. Percebo toda essa dinâmica de estarmos dentro de casa e ser cozy com a tempestade lá fora, mas Verão volta rápido :)
    Li esse livro do Hygge, é uma fonte de inspiração enorme! Agora quando vou me queixar do frio penso primeiro nos dinamarqueses e desisto da ideia hahaha

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  7. Aw, tão lindas! Gosto tanto de te ouvir falar da tua irmã! Vocês são muito fofas! 💕
    P.S.: Estás tão linda nessa foto!!

    A Vida de Lyne

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